As primeiras horas de terça-feira foram de violência em Franca. Um adolescente de apenas 16 anos matou o próprio tio, o desempregado Tony Richardson de Oliveira, 49, no Parque Vicente Leporace III. Ele desferiu pelo menos duas facadas na vítima e já está na Fundação Casa.
O crime aconteceu às 6 horas na rua Clóvis Péres Fontelas. Oliveira levou pelo menos duas facadas por causa de drogas. Segundo o relato da mãe de Tony e avó do menor à polícia, o neto chegou em sua casa enquanto ela estava deitada. Após uma briga, ela ouviu o filho pedir ajuda e gritar que o acusado estava com uma faca. Ao chegar na cozinha, viu a vítima caída e toda ensanguentada.
Em seu depoimento, a mulher contou ainda que viu o neto parado na porta com uma enxada, indo na direção do tio novamente. Porém, ela conseguiu retirar o objeto de suas mãos e viu quando ele fugiu, abandonando a faca dentro da casa.
A Polícia Civil, bem como o Samu e a perícia, estiveram no local. A Polícia Militar fez diligências pela região e conseguiu capturar o adolescente no Jardim Tropical, indo para a casa de sua namorada. De imediato, ele admitiu o crime.
A confissão
O garoto, que já esteve na Fundação Casa duas vezes por envolvimento com o tráfico de drogas, prestou depoimento na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e admitiu ter matado o tio.
Segundo sua versão, ele dormiu na casa da namorada, bebeu três latas de cerveja pela manhã e foi até a casa da avó, onde se encontrou com Oliveira.
Em dado momento, ainda de acordo com seu depoimento, o menor chamou o tio para usarem drogas. Uma discussão aconteceu e ele desferiu as facadas. Segundo sua versão, isso aconteceu porque Oliveira teria se armado de uma enxada para agredi-lo.
Essa versão, porém, diverge dos relatos de seus familiares. “Eles disseram que, por conta de dinheiro para usar drogas, tio e sobrinho já vinham se desentendendo e que o menor já havia feito ameaças por esse motivo”, explicou o delegado Márcio Murari.
Acompanhado de sua irmã durante o depoimento, o adolescente alegou ter se arrependido.
Segundo a polícia, ele apresentava sinais de que havia bebido e usado drogas ainda durante a oitiva.
Da DIG, ele seguiu para o Ministério Público e, depois, foi encaminhado para a Fundação Casa.
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