Não são apenas os fogos de artifício que prejudicam o pets. Gritos de comemoração, apitos e agitação também afetam os bichinhos, e até reuniões de amigos em casa para assistir aos jogos da Copa podem colocá-los em risco.
O medo pode levar a fuga - e risco de acidentes - desorientação, agressividade e deixar o animal com respiração ofegante. Em casos mais graves, ocorrem náuseas e convulsões. Animais doentes têm risco de complicações. Há casos de cães que não resistiram ao barulho de fogos e morreram.
Algumas dicas podem minimizar o sofrimento dos animais. O tutor, porém, deve deixar o bichinho em segurança e ficar atento ao seu comportamento.
Durante o Mundial, fogos e ruídos podem ocorrer a qualquer momento - e não apenas na hora de gols.
Apesar de amplamente difundido, o método Tellington Touch - que consiste em passar uma faixa pelo corpinho do animal para reduzir a tensão - divide opiniões.
Para especialistas, alguns animais podem ficar mais incomodados e estressados. Por isso, a dica é testar a técnica antes de ela precisar ser de fato usada no pet.
Audição aguçada
Animais têm audição sensível, por isso se incomodam tão facilmente com sons. Cães chegam a ouvir até quatro vezes mais do que os humanos, e gatos ouvem em média seis vezes mais, afirma Tatiana Braganholo, veterinária e gerente de serviços técnicos Pet da MSD Saúde Animal.
Animais têm audição sensível, por isso se incomodam tão facilmente com sons. Cães chegam a ouvir até quatro vezes mais do que os humanos, e gatos ouvem em média seis vezes mais, afirma Tatiana Braganholo, veterinária e gerente de serviços técnicos Pet da MSD Saúde Animal.
Bichinhos habituados a barulhos apresentam menos reações. Expor o pet a sons altos é indicado para evitar que ele se estresse facilmente.
Há áudios que simulam fogos e podem ser colocados gradativamente na rotina do animal, diz Tatiana Braganholo.
O condicionamento deve ser associado a algo bom para o bicho, afirma Flavia Rossi, médica veterinária da Mars Petcare. “Devemos promover uma atividade prazerosa, como brincadeiras, e gradualmente expor o animal a estímulos barulhentos. Nas primeiras vezes em que o pet apresentar sinais de medo, tente associar o momento a algo positivo, oferecendo a ele um petisco ou seu brinquedo preferido como forma de carinho.”
O treinamento é ideal para filhotes e bichinhos que não apresentam nível de estresse muito alto com barulho, de acordo com o adestrador e especialista em comportamento animal Cleber Santos, fundador da ComportPet.
Ele recomenda que a exposição a ruídos seja diária e dure cerca de 20 minutos. O condicionamento pode levar seis meses, afirma.
Se não dá mais tempo para a Copa, vale começar o treino já para o Réveillon.
Para o adestrador, uma estratégia é fazer com que o cão se alimente ouvindo o som de fogos. Assim, irá associar à alimentação, a uma coisa positiva. O tutor deve ligar o som e oferecer alimentação em seguida. A associação também pode ser feita com petiscos e brinquedos.
Sem o treino, a orientação para a Copa é prevenir que acidentes aconteçam e ajudar a amenizar o desconforto do cão.
Dicas
Mantenha porta fechada e deixe o animal em local seguro, com telas nas janelas ou sacadas, em local sem risco de ele se machucar, pular ou fugir;
Mantenha porta fechada e deixe o animal em local seguro, com telas nas janelas ou sacadas, em local sem risco de ele se machucar, pular ou fugir;
Certifique-se que o bichinho usa coleira com identificação, caso ele escape;
Coloque algodão nos ouvidos do cão para que o barulho dos fogos o incomode menos -deve ser inserido superficialmente e retirado ao término dos ruídos. Há também protetores auriculares para pets;
Em dias de jogos, com visitas em casa, mantenha o espaço do animal no mesmo local de costume e dê atenção, caso o pet queira. Não tente segurar o bichinho, caso ele se assuste com algum barulho. Isso pode deixá-lo ainda mais ansioso e causar agressividade. Se ele preferir ir para debaixo de algum móvel, apenas o observe para ver se ele terá mais alguma reação aos barulhos;
Se o imóvel tiver um cômodo mais silencioso, que sirva de abrigo, pode ser uma opção. A caixa de transporte ou outro cantinho preparado especialmente para o refúgio pode ajudar o animal. Ele deve, no entanto, permanecer sob supervisão;
Quando ele sair do esconderijo, aja naturalmente. Não faça festa, pois isso pode aumentar a agitação;
Respeite a reação e o espaço do animal. Não o force a receber carinho e atenção enquanto ele se abriga em algum espaço, por exemplo.
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