Em apenas seis meses, os acidentes de trânsito mataram 34 pessoas nas ruas, avenidas e rodovias que cortam em Franca. O saldo de mortes no primeiro semestre deste ano se aproxima do número total verificado em 2017, quando foram 47 vítimas fatais. Dados obtidos pelo Comércio ajudam a explicar a causa da matança: os casos de ocorrência de velocidade flagrados pela Polícia Militar cresceram 204% em Franca este ano. Em muitas situações, os condutores estavam velozes e embriagados.
De janeiro a maio do ano passado, foram aplicadas 1.746 multas por excesso de velocidade em Franca. No mesmo período deste ano, as autuações explodiram: 5.319 condutores foram flagrados trafegando acima do limite permitido. Em alguns casos, a velocidade estava acima do dobro estabelecido. “O número de multas era para ser ainda maior, mas o controle é feito por apenas dois radares eletrônicos. Não tem como pegar todos os excessos. A Prefeitura e a Polícia Militar têm feito a sua parte, com campanhas educativas, intensificando a fiscalização e implantando mecanismos de redução de velocidade, mas é preciso que os motoristas também ajudem”, disse Carlos Gatti, secretário municipal de Segurança.
Em nenhuma via na área urbana de Franca é permitido trafegar a mais de 60 quilômetros por hora. Nas proximidades de escolas e de pontos de grande movimento, a tolerância é 40 quilômetros por hora. Os limites foram fixados, justamente, para diminuir o número de acidentes, mas são ignorados por motoristas e motoqueiros.
Responsável pelo Pelotão de Trânsito da Polícia Militar, o tenente Régis Mendes chama a atenção para outro abuso frequente nas vias públicas. “Neste ano, 978 condutores foram autuados por desobedecer o sinal de parada obrigatória ou por ultrapassar o sinal vermelho. São infrações graves que potencializam o risco de acidentes e de atropelamentos. O número de vítimas fatais muito nos preocupa e nossas equipes vão pegar pesado para coibir os excessos cometidos pelos maus motoristas”.
A PM também multou 262 condutores por embriaguez ao volante. Outros 683 motoristas se recusaram a fazer o teste do bafômetro.
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