Fim da mendicância na mão dos francanos


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PREFEITURA AJUDA 400 MORADORES DE RUA A VOLTAREM A SUAS CIDADES
É comum entre a maioria dos brasileiros cobrar das autoridades constituídas e dos agentes públicos a solução para seus problemas. A atitude não é toda errada. Elegemos governantes e legisladores e pagamos impostos justamente para que garantam a justiça na vida em sociedade. A paz social decorre de um governo firme, de leis justas, de um serviço público de qualidade e de uma Justiça célere e eficaz. Mas nada disso - exatamente nada - é suficiente se cada um dos brasileiros não fizer sua parte como cidadão.
 
Um exemplo de como a atuação dos entes públicos só surtirá o efeito desejado é a questão que envolve os moradores de rua em Franca. Após a explosão de diversas polêmicas envolvendo as pessoas em situação de rua na cidade, a Prefeitura vem desempenhando, sem alardes, sua obrigação de encontrar a melhor solução para a população e, ao mesmo, para os mendigos. Faz meses que a imprensa não publica notícias sobre o caso, faz meses que a polêmica não domina os grupos francanos nas redes sociais. O silêncio é reflexo das medidas tomadas pela Secretaria Municipal de Ação Social e, aparentemente, confirma o sucesso de suas ações. 
 
Segundo o secretário de Ação Social, Vanderlei Tristão, desde que o Centro de Apoio ao Migrante foi instalado na rodoviária, 400 moradores de rua aceitaram voltar para suas cidades. Os funcionários do órgão abordam ou recebem a população e oferecem ajuda. Os que precisam e concordam com o tratamento clínico ou psicológico são encaminhados para o devido atendimento. Aqueles que desejam retornar para seus familiares também recebem a assistência para a viagem de volta. Em oito meses, a atuação do Centro de Apoio pode ser medida nas ruas de Franca. Hoje é observada uma significativa diminuição no número de pedintes nos semáforos da cidade.
 
Os francanos conviveram com a explosão no número de mendigos nos últimos anos. O Centro Pop, que oferece atividades, cuidados e alimentação à população de rua, foi apontado como o chamariz de pedintes à cidade. Nenhum estudo foi feito para comprovar a estreita relação da inauguração do equipamento público com a vinda de moradores de rua para Franca, mas o fato é que o crescimento na quantidade de moradores de rua é concomitante ao Centro Pop.
 
Após inúmeras polêmicas, o governo Gilson de Souza (DEM) parece ter encontrado um caminho para amenizar o incômodo causado pelos pedintes à população e diminuir o sofrimento dos mesmos. Além do Centro de Apoio, deve ser inaugurada a Casa de Passagem; o Abrigo Provisório deve ser transferido de local e ampliar sua capacidade de atendimento; entre outras medidas. As autoridades estão fazendo sua parte. Agora, é com cada um dos francanos. Vem aí uma campanha “Não dê esmolas”. O atrativo de Franca aos moradores de rua deve ser tratamento digno e oportunidade de mudar de vida; não uma forma fácil de sobreviver.

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