Após cinco dias internado em razão de um atropelamento na avenida Doutor Ismael Alonso y Alonso, um pintor de 54 anos morreu. Devair de Morais estava internado na Santa Casa e morreu na manhã de terça-feira. Em meio à dor, família tenta entender o que aconteceu.
De acordo com o relato da filha do pintor à Polícia Civil, Devair foi atropelado no dia 21 de junho e vinha apresentando melhora em seu quadro médico, com previsão de alta para a terça-feira. Porém, horas antes, o pintor pediu para ir ao banheiro e um primo o acompanhou. Enquanto aguardava o homem sair, de acordo com a filha, uma enfermeira teria pedido ao primo acompanhante que saísse do quarto, para que colocasse uma sonda no outro paciente da cama ao lado. Ele teria respondido à profissional que o pintor estava dentro do banheiro e precisava de ajuda, não podendo deixá-lo sozinho. Em meio a essa conversa, ele conta, ainda, que viu Devair cair no chão. Ainda segundo o registro, a enfermeira teria fechado a porta para atender o pintor, mas já era tarde.
Em entrevista à rádio Difusora, Giani de Morais, outra filha de Devair, lamentou. “Cerca de 20 minutos depois disso, veio a notícia de que ele havia morrido. Uma médica só disse que ele sofreu mal-súbito. Queremos entender o que houve”.
O sepultamento de Devair, que morava no bairro Santo Agostinho, aconteceu ontem de manhã, no Cemitério da Saudade. O caso foi registrado como morte suspeita e acidental. Só após o laudo será possível esclarecer as causas da morte do pintor.
Resposta
Em nota, a Santa Casa confirmou que a profissional pediu a saída dos acompanhantes para colocar sonda no outro paciente. Também alegou que Devair se recusou a ir até o banheiro em uma cadeira, assim como recusou a ajuda da equipe de funcionários e do acompanhante. “Ao terminar o banho, se levantou da cadeira, sentindo um mal-estar súbito, sendo já atendido, imediatamente, pelos técnicos que permaneciam no quarto, colocado no leito, comunicando a equipe médica e enfermeira. A equipe ao entrar no quarto, percebendo o rebaixamento do nível de consciência e identificando a insuficiência respiratória, decidiu entubar o paciente”.
Ainda segundo o hospital, Devair teve uma parada cardiorrespiratória e, após 42 minutos de manobras de ressuscitação, não houve mais nada a ser feito.
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