Alvo de queixas por grande parte da população da cidade, a situação dos moradores de rua em Franca poderia ser pior. É o que mostra dado divulgado pela Prefeitura na manhã dessa terça-feira, 26. Pelo menos 400 pessoas em situação de rua voltaram para suas cidades, entre outubro de 2017 e maio deste ano, com ajuda da Prefeitura. A ação faz parte de um dos serviços do Centro do Migrante, que foi aberto no ano passado na rodoviária municipal, com o intuito de ajudar a diminuir o número de pedintes na cidade.
“Em oito meses, 400 pessoas já foram embora”, disse o secretário municipal de Ação Social, Vanderlei Tristão, ao programa Show da Manhã, da Difusora AM.
O Centro do Migrante auxilia quem chega de outras cidades em ônibus e orienta sobre a cidade, indicando que sigam de volta. Abordagens nas ruas e semáforos também são feitas e os interessados, encaminhados para o Centro. Nas mesmas conversas com os pedintes, foi constatado que grande parte deles não é de Franca. “Muitos não aceitam partir, mas eles resistirão até o momento em que não receberem mais esmolas”, observa Tristão.
A Secretaria lançou no ano passado a campanha “Não dê esmola”. A intenção era fazer com os pedintes desistissem e fossem embora. “Eu tenho observado um problema muito sério. A gente observou que as pessoas voltaram a dar esmola. Eles têm conseguido de novo e podem voltar”, disse o secretário.
Segundo Tristão, a campanha “Não dê esmola” deve voltar às ruas nas próximas semanas. “As novas artes estão ficando prontas e, em breve, devemos voltar com força. Estou elaborando as faixas e vamos reiniciar, tão logo seja autorizada”, disse.
O trabalho deve ser intensificado e panfletos distribuídos em toda a cidade.
A Secretaria de Ação Social deve chegar ao fim deste ano com um gasto de aproximadamente R$ 4 milhões com moradores em situação de rua.
Abrigo deve mudar para antigo Clube Internacional
“Ali é mesmo uma Cracolândia”, disse o secretário de Ação Social, Vanderlei Tristão, sobre as proximidades do Abrigo Provisório, no Parque Dom Pedro. Após uma onda de reclamações, o secretário afirmou que o abrigo vai deixar o bairro. Um amplo espaço onde funcionava o Clube Internacional.
“Vamos retirar o Abrigo dali (Parque Dom Pedro). A ideia é levar serviços sociais para aquela região e atender a comunidade mais carente”, disse Tristão.
O local escolhido pela Prefeitura é um espaço de galpões. “Atinge apenas 10% da área, que tem no total cerca de 50 mil metros. Vai ter mais espaço e vamos aumentar o número de vagas disponíveis”, disse.
A data da mudança não foi confirmada.
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