Esforço coletivo encerra pesadelo


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Março de 2017. A situação do Copacabana era desoladora. A construção estava parada. Funcionários reclamavam pagamentos. Obras de infraestrutura nunca tinham saído do papel. Contempladas, como Ellaine Rocha, Joyce Priscila e Adriana Freitas, entre muitas outras, se uniram. Criaram o que batizariam, depois, como o grupo Guerreiras do Copacabana. 
 
Na Câmara, receberam apoio de Corrêa Neves Jr. O vereador levou o grupo para uma reunião com o prefeito Gilson de Souza, que determinou que a Emdef passasse a participar do esforço para concluir as obras. O promotor de Habitação, Carlos Gasparato, ao mesmo tempo, passou a mediar as discussões entre construtora, Caixa, poder público e contempladas. 
 
A Prefeitura precisou destinar R$ 600 mil para concluir obras de infraestrutura, como galerias de água e esgoto, além de pavimentação. A construtora retomou as obras dos conjuntos habitacionais. A Emdef assumiu parte do trabalho com garantia de pagamento vinculada ao TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) assinado com o MP. Sabesp e CPFL também se engajaram para que as ligações de água e energia elétrica fossem concluídas. “Cada etapa exigiu muito diálogo, esforço e paciência. Não foram poucos os momentos de verdadeiro desespero”, lembra Corrêa Neves Jr. “Parecia que os problemas nunca teriam fim.”
 
As obras foram concluídas no início deste ano, mas faltava a papelada. Novo esforço precisou ser feito para que fosse possível obter o AVCB (auto de vistoria do Corpo de Bombeiros), o Habite-se (que assegura que o imóvel está em condições de ser habitado), as matrículas no cartório. E, agora, os contratos que serão assinados hoje, naquela que é considerada a última etapa burocrática. “Essas pessoas sofreram demais. Passou da hora de se mudarem”, disse o vereador Corrêa Neves Jr.

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