Saída de diretores pode provocar 'dança de cadeiras'


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Com a extinção dos cargos de diretor de escola, os mais de 40 servidores que hoje ocupam essas funções devem ficar à disposição do município. Não terão onde trabalhar até que sejam realocados. Isso deve provocar uma verdadeira danças das cadeiras, já que muitos terão de voltar a seus cargos de origem. 
 
Hoje, para ser indicado ao cargo de diretor, o servidor precisa ser concursado e atuar na rede de ensino há pelo menos cinco anos. Entre os diretores atuais, há pelo menos 15 coordenadores pedagógicos e mais de 30 professores que terão de ser distribuídos pela rede. Com isso, pode haver a necessidade de uma nova atribuição de aulas, por exemplo, já que pelos critérios da Secretaria de Educação, professores com maior pontuação têm direito à preferência na escolha. “Não sabemos como será. Mas toda a rede será afetada. Não entendo a decisão do Tribunal de Justiça. O cargo de diretor não deveria ser considerado ilegal”, disse Andreia Braguim. 
 
O presidente do Sindicato dos Servidores, Fernando Nascimento, discorda. Para ele, o ideal é a realização de concurso para a escolha dos diretores. Ele disse que já ofereceu ajuda à Prefeitura para discutir soluções. “Estamos dispostos a ajudar. Sabemos da complexidade da situação”, afirmou.
 
Sobre as mudanças que serão necessárias, ele disse que esperará o posicionamento da Prefeitura para poder se pronunciar.

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