Franca abriu 5,9 mil novos postos de trabalho com carteira assinada, entre janeiro e maio deste ano. Os dados fazem parte do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados nesta semana pelo Ministério do Trabalho. Os números apontam que a recuperação do emprego formal na cidade em 2018 está em ritmo mais lento que o verificado no ano passado.
No mesmo período de 2017, o número de novas vagas abertas foi de 6,2 mil, 300 postos a mais que agora. Os dados se tornam ainda mais preocupantes, quando analisado o ano inteiro. Apesar de nos primeiros quatro meses ter criado as mais de 6 mil vagas, a cidade terminou 2017 com o fechamento de 286 postos formais de trabalho.
Neste ano, a indústria lidera a geração de empregos em Franca, com 4.010 novas vagas, seguida por serviços, com 1.350; agropecuária, 286; construção civil, 215; e comércio, 89. No mesmo período de 2017, a indústria abriu 5.149 postos; serviços, 857; agropecuária, 258; construção civil, 279; e o comércio havia fechado 249.
Dados nacionais
O Brasil registrou em maio o pior resultado do emprego formal em 2018.
A criação de 33,7 mil postos de trabalho com carteira assinada, no mês passado, foi o pior patamar do ano e também reflete uma queda em relação a maio de 2017, quando foram geradas 34,3 mil vagas.
Apesar de a diferença ter sido pequena, foi a primeira vez que um saldo mensal em 2018 ficou abaixo do patamar de 2017.
Nos primeiros meses do ano, o presidente Michel Temer comemorou resultados do mercado de trabalho.
Quando o governo divulgou a criação de 115 mil empregos em abril -o melhor resultado para o mês desde 2013-, Temer festejou em sua conta no Twitter: “Os defensores da crise perderam. O otimismo voltou”, escreveu.
Nesta quarta-feira (20), o presidente antecipou o resultado pela internet de maneira objetiva, sem fazer qualquer avaliação dos novos números.
Bruno Ottoni, pesquisador do iDados e Ibre/FGV, aponta que os dados do mês passado refletem uma redução nas expectativas da economia brasileira.
“Aquele otimismo do começo do ano perdeu bastante força e o mercado de trabalho está indo nessa direção”, avalia.
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