Moradores do Residencial Zanetti e do Polo Clube estão vivenciando uma terrível realidade. Eles afirmam que, pelo menos uma vez por semana, uma casa dos bairros tem sido invadida por ladrões. E os itens levados por bandidos são diversos: desde comida, passando por roupas, até eletrônicos e veículos.
Aproveitando-se do fato de que os bairros são mais isolados e ermos na zona Sul da cidade; de que os moradores saem para trabalhar logo cedo, voltando apenas à noite; e contando com rotas de fuga facilitadas pelas extensas matas e vários terrenos ao redor das casas, os marginais agem das mais variadas formas. A pé, de bicicleta ou utilizando carros, com equipamentos para arrombar portões ou usando apenas suas mãos, eles percorrem as ruas observando as rotinas das potenciais vítimas e escolhem onde atacar.
“Isso aconteceu duas vezes na nossa casa. Cheguei e vi que tinham até comido o que estava na geladeira. Levaram tanta coisa... Fizeram um verdadeiro ‘limpa’. É horrível passar por algo assim”, descreveu uma moradora que preferiu manter o anonimato.
Cansados dessa rotina de delitos e de lidar com a constante sensação de insegurança, os moradores desses novos bairros decidiram agir. Além de criar verdadeiras “fortalezas” em suas casas, colocando cercas, alarmes e câmeras - com investimentos que podem superar os R$ 5 mil em dispositivos eletrônicos -, eles se uniram e utilizam a tecnologia como uma aliada no combate à criminalidade.
Além da usual conversa “porta-a-porta” entre vizinhos, os moradores criaram grupos no WhatsApp para que um alertasse o outro sobre possíveis suspeitos, ações criminosas e até para orientar sobre como proceder caso seja vítima de bandidos. “São mais de 170 pessoas nos grupos. Com isso, tentamos inibir as ações, mas está difícil. É complicado viver com medo e não ter sossego na própria casa”, disse outro morador.
PM destaca importância da denúncia
A Polícia Militar informou que, nos últimos seis meses, foram registrados um roubo de veículo, uma tentativa de estupro e um caso de tráfico de drogas nos dois bairros. “Há a possibilidade de que as vítimas não estejam realizando o registro das ocorrências. Para que possamos melhorar os serviços, lembramos da importância disso para que aconteça a adoção de medidas e remanejamento de viaturas para intensificação do patrulhamento”.
Segundo a PM, apenas o Polo Clube participa do Vizinhança Solidária, programa que “vem dando resultados positivos, mas que necessita da vontade dos moradores em se unir e procurar a PM para serem orientados”.
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