Não há limites para a maldade


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O BÁRBARO CRIME CONTRA UM BEBê DE 1 ANO EXPÕE A BESTIALIDADE HUMANA
De tempos em tempos, notícias de fatos escabrosos desconcertam grande parte da humanidade ao expor exatamente o lado nem um pouco humano de nossa espécie. Para a maldade humana - nos provam os acontecimentos -, não há limites. Mas, como seres capazes de viver civilizadamente, lutamos a todo instante contra nossos instintos mais cruéis. O mal faz parte de todos nós e, por isso, depende única e exclusivamente de cada um dos homens e mulheres contê-lo. Seja através das regras que normatizam a sociedade, da espiritualidade ou da intelectualidade, cada humano está apto a fazer com que o bem prevaleça. Quando algo não está bem no intelecto, o mal prevalece. Neste caso, as razões podem ser influências externas ou, o pior, um abalo interno, de ordem física ou mental. O instinto de sobrevivência é elevado ao extremo - nesse caso, não é necessário a vida estar em risco, uma vontade insignificante é o suficiente para voltarmos à condição rudimentar da irracionalidade e as atrocidades acontecem. Quando o ser humano rompe todos os limites necessários para uma vida em sociedade, ele deve ser privado momentânea ou definitivamente desta convivência.
 
Franca foi abalada na última quarta-feira com a notícia do crime contra um menino de apenas 1 ano e 8 meses. Era início da tarde, quando a tia a criança foi às ruas pedir ajuda aos vizinhos para socorrer a criança que acabara de ser esfaqueado. Socorristas do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) prestaram os primeiros atendimentos e identificaram seis perfurações no pequeno corpo feitas com uma faca. O menino foi levado à Santa Casa; a tia, à delegacia. Horas depois, acabou confessando ser a autora da bárbara tentativa de homicídio. Enquanto o garoto passava por intervenções cirúrgicas no hospital, a mulher tentava justificar o injustificável. Mãe de três crianças, todas com menos de 5 anos, ela deixou o instinto materno de lado e para tentar contra a vida do primo dos próprios filhos.
 
A tia mostrou à sociedade francana que somos cruéis e extremamente egoístas, mostrou que sem autocontrole somos capazes de barbaridades. E chamou atenção para uma questão primordial, que precisamos discutir abertamente: o endurecimento das punições para autores de crimes contra a vida. Uma pessoa que esfaqueia uma criança não tem condições nenhuma de permanecer convivendo com as outras pessoas. Crimes cruéis, contra menores indefesos ou qualquer outro humano, devem ser alvos das mais rigorosas punições.
 
No Brasil, infelizmente, nossas leis são demasiadamente complacentes com os criminosos. Ninguém, via de regra, fica mais de quatro, cinco anos, atrás das grades. Devemos discutir a prisão perpértua. Precisamos ter coragem para estabelecermos um diálogo franco e aberto sobre a questão. Todos os dias, vidas são estupidamente interrompidas no País. Temos de endurecer as regras para preservar a vida.

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