Drama das famílias contempladas se arrasta desde 2015


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As mais de 400 famílias mutuárias do Residencial Copacabana esperam há três anos pela entrega dos imóveis. 
 
O conjunto começou a ser construído em abril de 2014, com recursos do programa “Minha Casa, Minha Vida”. A previsão era de que as obras fossem finalizadas e entregues em julho de 2015, o que não aconteceu. No mês em que os apartamentos deveriam ser entregues, o ex-prefeito Alexandre Ferreira realizou uma cerimônia no “Lanchão” e anunciou que as obras seriam entregues apenas no ano seguinte, o que tampouco se concretizou. 
 
Com problemas de documentação e sem recurso para continuar a construção, a empresa responsável pelos apartamentos acabou atrasando ainda mais o empreendimento. 
 
Empossado vereador em janeiro de 2017, o jornalista Corrêa Neves Jr. (PSD) passou a representar os contemplados na luta para retomar as obras e concluir o empreendimento, naquele instante parado e semiabandonado.
 
Foram inúmeras reuniões com o prefeito Gilson de Souza (DEM), o presidente da Emdef, Marcos Haber, e o promotor de Justiça Carlos Gasparotto, em busca de uma solução que garantisse o apartamento para as famílias sorteadas. A Prefeitura investiu mais de R$ 600 mil para a finalização das obras de infraestrutura, como pavimentação e galerias, que deveriam ter sido feitos pela administração anterior, mas não tinham saído do papel. Um convênio entre a Emdef e a construtora responsável, avalizado pelo MP e com o pagamento garantido pela Caixa, permitiu que os serviços fossem concluidos. “Foi uma luta muito grande, que envolveu dezenas de pessoas e setores. Muita gente chegou a duvidar que conseguiríamos chegar até aqui, mas chegamos. A luta ainda não terminou. Só vamos sossegar quando as famílias estiverem se mudando”, afirmou Corrêa. “Mas, graças a Deus, agora falta muito pouco.”

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