Família de criança em risco deve ter ajuda financeira


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Secretário municipal de Ação Social, Vanderlei Tristão: 'Devo ir à Câmara, nesta terça-feira, explicar o projeto aos vereadores'
Secretário municipal de Ação Social, Vanderlei Tristão: 'Devo ir à Câmara, nesta terça-feira, explicar o projeto aos vereadores'

Um novo programa de atendimento a crianças e adolescentes vítimas de maus-tratos ou violência em Franca quer evitar que esses menores se distanciem de seus familiares, o que normalmente acontece quando são levados para instituições por não poderem permanecer com os pais. A ideia central é fazer com que outros familiares, como avós e tios, sejam capazes de assumir a criação dessas crianças e jovens, sem a necessidade de internação.

O programa “Família de Origem” prevê que a Prefeitura ofereça ajuda financeira e psicológica aos familiares que assumirem a responsabilidade pela educação das crianças vitimizadas. “É um programa preventivo. Porque percebemos que o rompimento com os vínculos familiares, que normalmente acontece quando os menores são levados para as casas lares, não é positivo nem para a família nem para as crianças e adolescentes”, disse o secretário municipal de Ação Social, Vanderlei Tristão.

Segundo ele, atualmente, o município mantém 100 crianças em casas lares. “Gastamos, por criança, R$ 4.082 por mês. São mais de R$ 4,5 milhões ao ano. Com este novo programa, devemos gastar por família cerca de R$ 1,5 mil a R$ 2 mil. Vamos economizar e poderemos atender a mais menores”, disse.

Pelo novo programa, ao ser identificado um caso de agressão, por exemplo, em que seja necessária a retirada do menor do lar, em vez de ser encaminhado para uma instituição, essa criança será levada para a casa de um parente próximo, como a avó. “Vamos oferecer todo o apoio necessário para que essa criança e seu entorno consigam lidar com o problema de forma conjunta. O vínculo familiar será mantido. Para os familiares que não tiveram condições de assumir essa responsabilidade, vamos também oferecer ajuda seja ela financeira ou psicológica”, explicou Vanderlei.

No período em que a criança ficar no lar provisório, ela terá todo o acompanhamento da Secretaria de Ação Social. “Vamos estar sempre por perto, elaborando relatórios e acompanhando os casos”, disse Vanderlei.


Na Câmara

O projeto de lei que cria o programa já está pronto e vem sendo tratado pelo prefeito Gilson de Souza (DEM) como uma urgência. “Me sensibilizo muito com esses casos de violência contra crianças e adolescentes. Não podia deixar de apoiar uma iniciativa como esta”, disse o prefeito.

A proposta deve ser protocolada na Câmara nesta segunda-feira. “Na terça-feira, devo comparecer ao Plenário para explicar aos vereadores a necessidade de aprovação do projeto o mais rápido possível e esclarecer eventuais dúvidas”, disse o secretário.

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