O trânsito de Franca continua a fazer vítimas e neste ano, em apenas seis meses, já soma 30 mortes. Dessa vez, o jovem Carlos Eduardo da Silva Teixeira, de 25 anos, é a vítima. Ele morreu após ser atropelado na avenida Segundo Guaraldo, nas proximidades da rodovia Cândido Portinari, entre os bairros Cambuí e Paineiras. O caso aconteceu no dia 12 de maio e o lavrador de café, que era natural de Cássia (MG) e morava com os pais no Paineiras, foi divulgado apenas nesta semana. Com traumas em múltiplos órgãos, o jovem ficou 18 dias no CTI (Centro de Terapia Intensiva) da Santa Casa de Franca, quando não resistiu aos ferimentos e morreu.
“Meu filho saiu de casa no sábado dia 12 de maio e não retornou. Eu estava viajando e, quando voltei pra casa, no domingo, minha esposa me informou que ele não havia voltado e nos preocupamos. Inicialmente registramos um boletim de ocorrência por desaparecimento”, disse o pedreiro Hamilton Teixeira, de 56 anos, pai do jovem.
No dia seguinte, ainda inconformados com o desaparecimento de Carlos, que estava sem identificações no momento do acidente, o pai e a irmã do lavrador foram até os hospitais em busca de notícias. O encontraram na Santa Casa, onde estava internado na CTI em estado grave.
“Chegamos e o encontramos com muitos ferimentos. Ali fomos informados do acidente e da gravidade do estado de saúde dele. Tinha sofrido fraturas na bacia, no braço direito, lesionou diversos órgãos, o maxilar e teve ainda traumatismo craniano”, disse. “É realmente uma tristeza o que aconteceu. Meu filho é mais uma vítima do trânsito dessa cidade que cada dia fica mais perigoso”, finalizou o pai.
O acidente
O atropelamento do lavrador de café aconteceu no dia 12 de maio, por volta das 4h15 da madrugada. Ele teria sido atingido enquanto caminhava pela avenida Segundo Guaraldo, no sentido Paineiras, quando retornava para casa. O condutor do veículo envolvido no acidente, um Corsa Hatch, teria prestado socorro imediatamente. A vítima foi socorrida e encaminhada para a Santa Casa de Franca onde deu entrada em estado grave apresentando politrauma.
Na manhã do dia 30 de maio, após ficar 18 dias em tratamento intensivo, Carlos Eduardo não resistiu e morreu. O caso foi registrado como homicídio culposo.
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