Morre idoso de 79 anos que se casou enganado com comerciante golpista


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O lavrador João Ipólito,79, que morava em Restinga, morreu ontem na Santa Casa. Ele estava internado desde domingo por causa de uma fratura no fêmur, ocorrida após uma queda. Segundo o atestado de óbito, a causa foi insuficiência de múltiplos órgãos.

O idoso era uma das vítimas que constavam de inquérito do Ministério Público para apurar a prática de golpes que uma comerciante de Franca estaria aplicando em pessoas em situação de vulnerabilidade. Dona de um bar frequentado por garotas de programa, a mulher é acusada de se apoderar de bens em troca de relações sexuais.

Em 2016, o lavrador se casou no papel com a comerciante. “O ato aconteceu em sigilo, sem testemunhas. O senhor nos relatou que foi ao cartório para assinar documento referente ao testamento inventário da esposa falecida”, disse o promotor de Justiça Murilo Jorge.

O lavrador só descobriu que estava casado quando começaram a chegar cartões de crédito em sua casa. Contas tinham sido abertas e financiamentos feitos em seu nome. A comerciante comprou um carro, celular e sacou cerca de R$ 20 mil em nome do “marido”. “Eles não tinham rotina nenhuma de casados. Está claro que o senhor foi enganado.

O idoso foi orientado a anular o casamento, mas morreu antes que o ato fosse revertido. João Ipólito foi sepultado na ontem, em Restinga, com trabalhos da Funerária Nova Franca.


 

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