Treinamento simula acidente de trânsito com vítimas graves


| Tempo de leitura: 2 min
Socorristas do Samu, estudantes de medicina e bombeiros atendem os 'feridos' no simulado
Socorristas do Samu, estudantes de medicina e bombeiros atendem os 'feridos' no simulado

Um ônibus de transporte escolar lotado com 40 passageiros bateu de frente com um Verona, na manhã de ontem, na avenida Wilson Bego, no Distrito Industrial. Pelo menos dez pessoas sofreram ferimentos graves. Devido ao elevado número de vítimas, bombeiros, socorristas do Samu e estudantes de medicina foram acionados para auxiliar nos socorros. Policiais militares e guardas civis fecharam a pista para que as equipes de resgate pudessem trabalhar. Jovens com ferimentos à mostra, gritos de dor e barulho incessante de sirenes tornaram o cenário ainda mais impactante. Não houve vítimas fatais. Na verdade, ninguém se machucou. Foi apenas um simulado de acidente realizado pelos bombeiros. Mas, que pareceu real, pareceu. Teve até maquiagem de ferimentos em vítimas para dar maior veracidade à “ocorrência”.

O treinamento contou com a participação de 110 alunos de curso de Medicina do Uni-Facef, que colocaram em prática o “Protocolo Start”, triagem das vítimas mais graves que vão receber a prioridade de atendimento. “Esses alunos vão ser convocados alguma vez na vida para atender a uma ocorrência real com essas dimensões. É importante que estejam preparados. Uma coisa é ter ensinamentos teóricos, outra é participar de um simulado desta magnitude”, comentou o médico Eduardo Sandoval, professor de simulação do Uni-Facef.

Comandante regional do Corpo de Bombeiros, o capitão Castilho disse que as equipes simularam o atendimento integrado entre hospitais, Samu, Polícia Militar, Polícia Científica e Guarda Civil. “Simulamos um acidente de trânsito com um quadro que extrapolaria nossa capacidade de atendimento inicial. Trabalhamos de forma em que fosse feita uma triagem das vítimas mais graves para que o encaminhamento ocorresse de forma mais eficiente e rápido possível para o hospital. Estimulamos não só o aprimoramento profissional de quem atua em atendimento pré-hospitalar, mas também dos futuros médicos”.

Quarenta alunos do curso de enfermagem do Uni-Facef fizeram o papel de vítimas. “Dentre elas, dez eram de maior gravidade. Foi com essas pessoas que procuramos estimular de forma mais clara e eficiente os aprendizados. Com estes treinamentos, buscamos a preparação das equipes para fazer frente aos grandes eventos”.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários