O impacto da greve dos caminhoneiros, que alterou o abastecimento de diversos produtos nos supermercados de várias cidades do Brasil, pode ser visto nas prateleiras de Franca. Enquanto alguns produtos faltaram nas gôndolas de vários estabelecimentos durante a manifestação, caso de carnes, verduras e frutas, outros tiveram os preços reajustados devido à dificuldade de produção. Os contratempos do ato a longo prazo, de acordo com comerciantes e produtores, provocaram o aumento nos valores de alguns alimentos. O reajuste de maior impacto foi registrado no preço do frango: em alguns casos, o valor está até 49% maior que o praticado no mês de maio.
Em levantamento informal nos supermercados da cidade, a reportagem do Comércio observou que, em alguns casos, um litro de leite, que antes da greve custava em média R$ 2,99, hoje pode chegar até R$ 3,99. A batata, que em maio custava R$ 2,08 o quilo, hoje é vendida por até R$ 2,98, um crescimento de 43%. Em contrapartida, o tomate, que chegou a R$ 3,89 o quilo na última semana de maio, hoje sai por R$ 2,98, valor 24% mais baixo.
No mês passado o quilo do frango resfriado era vendido, em média, por R$ 3,99. Hoje, o mesmo produto, da mesma marca, sai por R$ 5,98 o quilo. A carne de porco foi outra a sofrer reajuste.
“Houve aumento na carne do frango devido à perda de grandes quantidades de aves no período da greve dos caminhoneiros. E esse preço deve demorar ainda por volta de 90 dias para se normalizar”, disse a diretora de marketing da rede Rafas Super Varejão, que tem três lojas em Franca. “No caso da carne de porco, o aumento já era esperado devido à época do ano, em que há mais procura do consumidor em relação a esse tipo de carne devido às temperaturas mais amenas”, finalizou.
Frutas e verduras
No caso do preço das verduras e frutas, os valores, segundo os responsáveis pelos supermercados consultados, foram se normalizando, salvo no caso de alguns que sofrem influência do clima. “Agora, com a regularização do abastecimento, principalmente do setor de hortifruti, os preços caíram. Mesmo durante a crise, nos empenhamos para manter os preços e não explorar a situação”, disse Ricardo Patrocínio, da rede Irmãos Patrocínio.
“O preço de alguns produtos de fato aumentou, como o do frango, da carne de porco e do leite. A greve teve influência, mas a expectativa é que nas próximas semanas o valor volte ao normal, com a regularização da produção nas granjas”, disse Aparecido Ponce, do Supermercado São Paulo.
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