Secretário de Finanças diz que contas públicas estão controladas


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Criticado por falhas na articulação política e pela lentidão em tomar decisões, o governo se antecipou a um movimento da oposição e conseguiu o que se pode chamar de vitória na Câmara, ontem. A oposição procurava desgastar o governo. Por iniciativa de Adérmis Marini (PSDB), seria votado requerimento convocando a secretária de Finanças, Tânia Bertholino, para dar explicações sobre a situação das contas da Prefeitura.

Antes que a proposta fosse votada, o chefe de Gabinete da Prefeitura, Orivaldo Donzelli, que responde interinamente pela Secretaria de Finanças durante as férias da titular, se apresentou espontaneamente e respondeu aos questionamentos dos vereadores. Assim, o requerimento da oposição perdeu a finalidade e foi retirado.

Donzelli desmentiu informações de que os cofres públicos estejam operando no vermelho. “Temos um saldo positivo de R$ 58 milhões, o que nos permite honrar nossos compromissos com fornecedores e servidores. Não há riscos de atrasar pagamentos.”.

O secretário afirmou que o município não fez novas dívidas e garantiu que as contas estão controladas, porém, em constante monitoramento. “Estamos em dia com nossas obrigações e posso afirmar com segurança que não há déficit”, disse ele.

Donzelli ressaltou que a decisão da Câmara, de aprovar projeto de lei que reduziu o valor dos precatórios, contribuiu para dar fôlego às finanças do município. “A nova lei vai nos dar um pouco mais de tranquilidade e conseguiremos pagar os precatórios em dois anos. Não vamos deixar para o próximo governo, não. Estamos atentos com as finanças. Ao mesmo tempo que estamos cortando despesas, vamos procurar aumentar as receitas com a implantação do Refis da Dívida Ativa e com a correção da planta genérica do IPTU, que está defasada”.

Corte de despesa gerou economia

Orivaldo Donzelli disse que a Prefeitura tem uma baixa arrecadação comparando-se com cidades do mesmo porte, mas que consegue manter suas finanças sob controle por causa da austeridade no trato com o dinheiro público. 

Ele afirmou que a prefeitura tem feito o “dever de casa” e adotado medidas preventivas que são fundamentais para a Prefeitura não operar no vermelho num período de crise, como ocorre em diversos municípios e Estados. “O corte de despesas em todos os setores da administração na ordem de 30%, determinado pelo prefeito no começo do ano, gerou uma economia de R$ 4 milhões”, exemplificou.

Em fevereiro, Gilson de Souza (DEM) publicou decreto determinando o corte de gastos por causa da redução na arrecadação do município e das ações judiciais propostas por servidores cobrando férias. 

Todos os secretários tiveram que avaliar os contratos visando a redução dos valores ou até mesmo a rescisão. O prefeito também determinou reduções em compras, nas despesas com telefone, pagamento de aluguéis e viagens, além da suspensão da ampliação de carga horária.

 

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