VW Brasília: 45 anos de estilo e muitas memórias


| Tempo de leitura: 2 min
Mark Miller Nascimento exibe, orgulhoso, sua Brasília; exemplar do primeiro lote do carro, de 73
Mark Miller Nascimento exibe, orgulhoso, sua Brasília; exemplar do primeiro lote do carro, de 73

Ela já foi citada na música Pelados em Santos, da banda Mamonas Assassinas. Já apareceu em episódios do inesquecível seriado Chaves, criado por Roberto Bolaños. E, até hoje, faz sucesso por onde passa. Seu amplo espaço e seu estilo, hoje considerado vintage, causam admiração em apaixonados por carros e a torna objeto de desejo de colecionadores. A Brasília, da Volkswagen é, definitivamente, um veículo popular.

Em Franca, segundo o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), referentes ao mês de abril, são 1.823 veículos desse tipo que ainda circulam pelas ruas. No Estado de São Paulo, de acordo com o Detran, são 329.999 exemplares. Desses, 544 têm a placa preta, indicada para os colecionadores.

Os números mostram que a “vovó” dos automóveis ainda faz sucesso, mesmo 45 anos depois. A Brasília, lançada no dia 8 de junho de 1973, teve mais de um milhão de unidades fabricadas até 1982. Veio com o propósito de oferecer espaço interno, ideal para famílias, baixo consumo de combustível e uma forma de homenagear a capital do Brasil, fundada 13 anos antes de seu lançamento.

Entre os diversos apaixonados pela Brasília, está o mecânico Mark Miller Nascimento, de 26 anos. Ele tem um exemplar do primeiro modelo do carro, de 1973. “Meu pai tem uma oficina e essa Brasília ficou dois anos parada lá. Em 2009, quando tirei carta, compramos. Na época, ela valia R$ 3 mil mas, hoje em dia, já chegaram a me oferecer R$ 15 mil. Não vendo por nada.”

Apesar de ter outros veículos, Mark não abre mão de passear em sua Brasília. Para mantê-la rodando, já fez algumas restaurações e constantemente cuida do automóvel. O motor e as rodas são originais, por exemplo, mas o mecânico e seu pai, Marcelino Teodoro do Nascimento, modificaram os bancos e colocaram travas e vidros elétricos.

Além de dirigir a Brasília aos finais de semana, o mecânico costuma ir com o carro até encontros e feiras de colecionadores, e não pretende se desfazer do carro tão cedo. Para ele, nada supera o barulho do motor e o estilo clássico. “É meu mimo.”
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários