A tão penalizada população brasileira terá de esperar ainda mais para se livrar de vez das ameaças da crise econômica. A insegurança causada pelas eleições presidenciais de outubro e os efeitos da paralisação da greve dos caminhoneiros frearam as expectativas de recuperação da economia brasileira. Ao que tudo indica teremos em 2018 mais um ano perdido. O alento é que, pelas previsões, avançaremos um pouco, quase nada - não recuaremos. Calejados pela tragédia financeira que assola o Brasil desde o segundo governo de Dilma Rousseff (PT), os brasileiros parecem ter fôlego para superar ainda mais algum tempo patinando na lama. O risco, porém, é este caótico cenário resultar na eleição de um candidato extremista que, na contramão do anseio da Nação, pode aumentar ainda mais este caos. O Brasil do pleno emprego e da economia em franca expansão, experimentado na primeira década deste século, está cada vez mais distante - tanto se olharmos para o passado quanto se o esperarmos no futuro.
Pesquisa realizada por uma corretora de valores coloca Geraldo Alckmin (PSDB) como o candidato preferido do mercado financeiro. Mas o próprio mercado não aposta na vitória do tucano. Jair Bolsonaro (PSL) é apontado por 48% dos entrevistados como a mais viável candidatura à Presidência da República. O deputado federal tinha 29% em abril. Alckmin caiu de 48% para 31%. Os investidores apostam que a eleição do ex-governador de São Paulo melhoria o mercado financeiro e causaria uma queda na cotação do dólar. Mas o que impera entre eles é a desconfiança sobre o desempenho no pleito do candidato de centro.
Os investidores miram números; já a população, saúde, educação, comida e lazer. Um governo quebrado como o brasileiro, que persiste em gastar mal o que não tem, penaliza cada vez mais a população mais carente. O Brasil urge por uma reforma administrativa. Não aguentamos mais bancar um governo que consome grande parte do que arrecada com a própria máquina, em detrimento de políticas públicas que possam oferecer o bem-estar e saúde aos contribuintes, seu patrocinador. Se o mercado faz suas projeções mirando lucro, o brasileiro vive a certeza de que seu futuro está cada vez mais distante.
De agora até outubro, é preciso prestar atenção nos movimentos e discursos dos que se apresentam como candidatos. Não é mais possível termos no comando do país pessoas descomprometidas com o controle dos gastos públicos, com o enxugamento da máquina administrativa, com o fim dos privilégios e dos supersalários, descompromissada com as reformas que se fazem necessárias para recolocar o Brasil na rota do crescimento. Está em nossas mãos.
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