Pedido de reajuste do ônibus é criticado pelos vereadores


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O vereador Pastor Otávio (PTB) disse que esse valor solicitado é impraticável
O vereador Pastor Otávio (PTB) disse que esse valor solicitado é impraticável

O pedido de aumento da tarifa de ônibus apresentado pela Empresa São José, que quer reajustar o valor de R$ 4,10 para R$ 6,43, foi criticado pelos vereadores na manhã desta terça-feira. O pedido já foi negado pelo prefeito Gilson de Souza (DEM).

O vereador Pastor Otávio (PTB) disse que esse valor solicitado é impraticável. "Fiz um cálculo rápido e, se este reajuste tivesse sido aceito, o grande penalizado seria o trabalhador. Com um salário mínimo de R$ 954, ele gastaria 32% do seus ganhos com o transporte. Como poderia isso?", disse.

O vereador ainda afirmou não ver motivos para o reajuste. "O governo acabou de baixar o preço do diesel. Não tem porque reajustar", disse.

O vereador Corrêa Neves Jr. (PSD) também criticou esse pedido. "Pedir, a São José pode pedir o que quiser. Pedir é livre. Mas a conveniência não. Coube ao prefeito Gilson ponderar e ver que o trabalhador não tem como arcar com esse valor." Corrêa parabenizou o prefeito pela decisão de rejeitar qualquer reajuste. "Em 20 anos, essa é a terceira vez que não teremos reajuste na tarifa do ônibus em junho. O prefeito foi corajoso. Mas ainda quero lembrar que é necessário iniciarmos a discussão sobre a licitação para o novo contrato de concessão do sistema de transporte público".

Corrêa lembrou que o contrato atual da São José vence em junho de ano que vem e até agora não foi feita nenhuma discussão a respeito da elaboração do novo edital para a licitação. "A Prefeitura anunciou que montaria uma comissão especial para estipular as regras e exigências desse edital, mas até o momento a comissão não saiu do papel. Precisamos agilizar porque essa licitação é uma das mais complexas e importantes do município e historicamente sempre apresentou problemas".

Corrêa disse ainda que é preciso planejamento e antecedência para evitar o que aconteceu na última licitação em 2009. "Nós vimos as inumeras irregularidades que existiam no edital, que até hoje é rechaçado pelo Tribunal de Contas. Até onibus biarticulado eles exigiram sendo que as ruas do centro de Franca não têm capacidade para este tipo de veículo. Só com planejamento e antecedência podemos evitar equivocos e garantir que a licitação seja o mais justa possível."
 

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