O taxista Nerislandes Simão da Silva usou a tribuna na manhã desta terça-feira para reclamar da concorrência com o sistema Uber de transporte. Segundo ele, os taxistas pagam diversas taxas e impostos ao município e ainda são obrigados a ter uma autorização da Prefeitura e cumprir uma série de exigências legais. "Enquanto isso, o motorista do Uber apenas preenche um cadastro digital. Eles não pagam nada para a cidade, não tem obrigação nenhuma. Só baixam o aplicativo e vão trabalhar".
Ele disse que, desde que o Uber começou a operar em Franca, o movimento dos táxis legalizados caiu mais de 30%. "Eu não entendo. A licença para taxistas da Prefeitura é limitada a 270. Mas o Uber pode cadastrar quantos motoristas quiser. Nós temos que renovar o alvará todo ano,fazer vistoria e eles? O que eles precisam cumprir?"
Ele disse ainda que, em tributos, os taxistas pagam a Prefeitura cerca de R$ 200 mil. Ele disse ainda que não tem como deter a operação do Uber em Franca, mas pediu que os vereadores apoiem medidas para tornar a concorrência mais justa. "Ou abaixam nossas exigências e taxas ou impôem a eles também algumas obrigações".
O taxista ainda pediu que a fiscalização da Prefeitura também façam operações na cidade para verificar as condições em que os motoristas da Uber estão trabalhando.
Um grupo de taxistas que acompanhou Nerislandes à Câmara também se manifestou. Eles disseram que, no último sábado, houve confusão entre motoristas do Uber e taxistas na frente do Castelinho. "Eles estavam entrando na fila dos taxis inscritos na Prefeitura. Depois a fiscalização veio, mas fiscalizou só os taxis, Os motoristas do Uber não."
O vereador Tony Hill (PSDB) disse que vai agendar uma reunião dos taxistas com o secretário de Segurança e Cidadania, Carlos Gatti, para discutir a implantação de regras que regulamentem o serviço do Uber na cidade. "Vamos lá ver o que é possivel. Vou agendar hoje agora na hora do almoço e já informo vocês."
O vereador Corrêa Neves Jr. (PSD) afirmou que a situação dos taxistas realmente é muito dificil. "Vivemos no Brasil uma questão muito complicada. A Prefeitura de São Paulo tentou limitar a ação dos Uber lá, para que só atuassem os que fossem do município, mas a Justiça em uma decisão liminar suspendeu essa medida. Em Franca, independentemente da questão judicial, passou da hora de regulamentar esse serviço. Nós, como vereadores, não temos essa competência. Cabe ao prefeito fazer essa regulamentação. É preciso impor as regras de forma clara. Não podemos continuar neste limbo". Corrêa se comprometeu a discutir com o prefeito a substituição da frota ou diminuição da mesma para a contratação de taxistas.
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