Francanos ainda sofrem com os reflexos da greve


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Espaços vazios em seção de hortifrútis, no Rafa's Varejão, do Jardim Ângela Rosa, nessa sexta
Espaços vazios em seção de hortifrútis, no Rafa's Varejão, do Jardim Ângela Rosa, nessa sexta
Dois dias depois do esvaziamento da greve dos caminhoneiros que tomou conta das rodovias do País por mais de uma semana, impedindo a circulação de bens e mercadorias, o abastecimento de alimentos na cidade ainda não se normalizou. Nos varejões e supermercados, falta boa parte dos hortifrútis. Nas distribuidoras de gás de cozinha, o estoque continua praticamente zerado. Apenas nos postos de combustíveis, que durante o auge da greve ficaram sem produtos, o fornecimento está quase normalizado. 
 
Desde a quinta-feira, 24 de maio, a venda de gás de cozinha em Franca está prejudicada. Com a falta de abastecimento, muitas revendedoras simplesmente fecharam as portas. Ontem, algumas começaram a receber novos carregamentos no fim da tarde, mas a fila de consumidores era grande.
 
“Ficamos zerados desde quinta passada. Na quarta, começamos a receber algumas unidades, mas foi tudo embora muito rápido. Hoje (ontem) à tarde, deve chegar uma nova remessa, mas já está tudo reservado”, disse Luiz Paulo Gonçalves, vendedor de uma das distribuidoras da cidade. 
 
Nos varejões e supermercados, a sexta-feira foi dia de balanço e negociação com os fornecedores para repor os estoques de frutas e verduras. Nas prateleiras, havia falta de morango, mamão, batata, cebola, vagem, quiabo, brócolis e repolho. “Nós tínhamos encomendado uma entrega de morangos, mas o fornecedor esteve aqui hoje (ontem) para contar que ficou preso em um dos bloqueios dos caminhoneiros e perdeu cerca de mil caixas da fruta. Recebemos apenas 50 e o estoque já está no fim”, contou o gerente do Rafa’s Varejão, do Jardim Ângela Rosa, José Luiz Assunção. Ele disse que está negociando com os fornecedores para a reposição das mercadorias o mais rápido possível. 
 
Nos supermercados, também faltam frutas e verduras. Alguns outros produtos não estão em falta, mas os estoques já estão quase acabando. É o caso, por exemplo, dos laticínios (iogurtes, requeijão e queijos) que não foram repostos. O mesmo acontece com pães, arroz e óleo. Até algumas marcas de cerveja estão em falta. A previsão é que os estoques sejam normalizados na próxima semana. 

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