Draco é sepultado com honras militares no Batalhão da PM


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Na cerimônia de despedida de Draco, havia policiais, adestradores, crianças, mulheres e cães
Na cerimônia de despedida de Draco, havia policiais, adestradores, crianças, mulheres e cães
Bandeira do Brasil sobre o caixão, coroa de flores, reverência, lágrimas. O pastor alemão Draco teve uma despedida de herói na noite de quinta-feira. Cerca de 150 pessoas foram até a sede do 15º Batalhão de Polícia Militar acompanhar o enterro feito com honras militares.
 
Primeiro cão do canil do Batalhão da PM de Franca, Draco tinha 4 anos e morreu na madrugada de quinta. Há três semanas, ele lutava contra problemas de saúde. Primeiro, contraiu a doença do carrapato. No dia 10 de maio, ele retirou o baço, mas não se recuperou e desenvolveu uma doença autoimune, provavelmente Lúpus, e não resistiu. “O cão estava sofrendo muito. Se o sofrimento persistisse, seria preciso pedir o sacrifício. É uma perda grande para a Polícia Militar e para a comunidade francana. Em tão pouco tempo, ele cativou tanta gente e fez excelente trabalho. Ele era treinado para o faro de drogas e fez um trabalho espetacular. Contribuiu para a prisão de muitos criminosos e para a apreensão de grande quantidade de drogas”, disse o major Araújo, subcomandante do Batalhão.
 
Na cerimônia de despedida de Draco, havia muitos policiais, adestradores, crianças, mulheres e cães. Um dos animais do canil pulou e se debruçou sobre o caixão como também quisesse se despedir do companheiro. Pouco antes de o caixão ser fechado, uma fila se formou para a última despedida.
 
O caixão foi colocado na viatura do canil e levado em cortejo para uma área do Batalhão onde ocorreu o sepultamento. Os policiais se perfilaram em posição de sentido em respeito ao companheiro de batalha. Bolinhas de tênis, que o cão brincava nos treinamentos, foram jogadas pelos policiais na sepultura. No local, será construída uma lápide.
 
“Somos adestradores, mas aprendi muito mais com o Draco do que ele comigo. Nunca recebi um olhar de uma pessoa como recebi deste cachorro. Por isso, a minha emoção. Ele estava sempre pronto para qualquer missão. Quando via a viatura, ele ficava louco. Nunca o vi chorar tanto quando a viatura ia embora. Esse cachorro tinha espírito de polícia”, disse o tenente Marcel, proprietário e treinador do Draco. “Cuidem de seus animaizinhos, porque a vida deles é muito curta. Eles vivem menos, porque já nascem sabendo amar.”

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