Franca deixa de produzir 100 mil pares por conta da greve


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Carreata partiu do posto Paineirão, praticamente sem caminhões, para manifestação na cidade
Carreata partiu do posto Paineirão, praticamente sem caminhões, para manifestação na cidade
O Sindifranca (Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca) divulgou nesta quarta-feira o balanço dos prejuízos causados pela greve dos caminhoneiros, que completou 10 dias e atingiu diversos Estados. 
 
Em Franca, o presidente da entidade, José Carlos Brigagão, disse que, por conta da greve, as mais de 300 indústrias do setor não receberam matéria-prima para a produção. “Algumas maiores ainda tinham produtos estocados e conseguiram trabalhar, mas as menores tiveram que parar. Tivemos informação de que teve fábrica que está parada há quatro dias”.
 
Outra dificuldade foi o transporte dos funcionários. Mesmo com o sistema público funcionando em horários especiais, muitos trabalhadores não conseguiram comparecer em seus empregos.
 
Segundo Brigagão, por dia, a cidade tem deixado de produzir cerca de 100 mil pares por dia, ou seja, perto de um milhão de pares a menos, nesses dez dias de greve. “Temos que lembrar que ainda deve levar um tempo até que a situação se normalize. Com certeza, esses dias parados devem se refletir no resultado da produção de maio. Nós, do Sindicato, tínhamos projetado uma produção de 27 milhões de pares para este ano, mas diante de tudo o que está acontecendo, teremos que rever isso”. 
 
Entregas atrasadas
Além de ter a produção atingida, outra dificuldade encontrada pelos calçadistas foi com a distribuição. “Nossas mercadorias também não conseguiram chegar aos destinos. Tivemos que negociar com nossos clientes por conta deste atraso”, disse Brigagão.

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