Após a aprovação do projeto dos precatórios, Corrêa Neves Jr. (PSD) foi abordado por um grupo de servidores que o questionaram pelo voto favorável.
O vereador disse que os dados da Secretaria de Finanças, comandado por Tânia Bertholino, servidora de carreira, não deixam dúvidas de que o município não tem como arcar com o pagamento à vista, estimado em mais de R$ 30 milhões só neste anos. Disse ainda que a redução do valor dos precatórios garante a quitação em, no máximo dois anos, com juros e correção.
“Ninguém vai ficar sem receber nem terá o valor reduzido. O que muda é o prazo maior para o pagamento. Quem tem até R$ 7 mil receberá à vista. Acima deste valor, em até dois anos.”
Corrêa Jr. adiantou que hoje a Prefeitura irá pagar mais de R$ 3 milhões relativos a 252 ações já em fase de execução.
“A Câmara está fazendo o máximo possível, com responsabilidade, para ajudar. Não adiantava pagar os servidores à vista e ficar sem dinheiro para o custeio da saúde ou das creches. O prazo era necessário”, disse. “Só lamento que não tenha havido espaço para o diálogo durante a discussão do projeto. Foi impossível falar. Pretendia anunciar na tribuna minha decisão sobre minhas emendas parlamentares, mas não teve como. De qualquer forma, abro mão das minhas emendas deste e do próximo ano, que somam R$ 1,2 milhão, e vou indicar ao prefeito que use os recursos para pagar e fazer a fila dos precatórios andar mais rápido”, disse o vereador.
Corrêa vai sugerir que as sobras do orçamento da Câmara, em torno de R$ 3,5 milhões anuais, sejam devolvidas à Prefeitura, no final do ano, com a recomendação de que sejam destinadas ao pagamento dos precatórios. “Juntos, somariam R$ 5 milhões para fazer a fila andar mais rápido. E reduzir o tempo de espera.”
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