Delegação norte-coreana vai a Nova York


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A viagem dos diplomatas de Pyongyang foi confirmada pela próprio Trump
A viagem dos diplomatas de Pyongyang foi confirmada pela próprio Trump

Uma delegação norte-coreana está a caminho de Nova York para um encontro que tem como objetivo negociar a realização da cúpula entre o ditador Kim Jong-un e o presidente americano, Donald Trump.

A viagem dos diplomatas de Pyongyang foi confirmada pela próprio Trump nesta terça-feira (29). O encontro entre ele e o ditador estava planejado para o dia 12 de junho em Singapura, mas foi cancelado pelo americano na última quinta (24).

O grupo norte-coreano a caminho de Nova York é liderado por Kim Yong-chol (sem ligação com o ditador), um dos vice-presidentes do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia e responsável por comandar o escritório que cuida dos assuntos da península.

Ele é, assim, a mais alta autoridade norte-coreana a pisar em território americano desde a visita do general Jo Myong-rok ao então presidente Bill Clinton em 2000.

"Nós formamos uma grande equipe para nossas conversas com a Coreia do Norte. Encontros estão acontecendo neste momento a respeito da reunião, e mais. Kim Yong-chol, vice-presidente da Coreia do Norte, está a caminho de Nova York", escreveu o presidente americano nas redes sociais.

Apesar do que o americano disse, Kim Yong-chol não é considerado o número dois do regime norte-coreano, mas é um dos principais responsáveis pelas negociações com Washington e com Seul.

Ele fez parte, por exemplo, da delegação que participou de uma reunião com o presidente sul-coreano Moon Jae-in no último sábado (26) e também já se encontrou com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo.

A expectativa é que Kim Yong-chol chegue em Nova York nesta quarta (30). A cidade foi escolhida para o encontro, em vez de Washington, porque nela vivem os diplomatas norte-coreanos que representam o país na ONU.

Não há informações ainda sobre quais serão os representantes americanos no encontro.

A viagem é uma nova tentativa de salvar a reunião entre Trump e Kim, que seria a primeira na história entre os líderes dos dois países.

Desde que o americano anunciou o cancelamento, Washington, Seul e Pyongyang aumentaram os esforços diplomáticos para garantir a realização do encontro, mas até o momento ele segue cancelado.
 

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