Você sabia que o futebol é o esporte mais popular do mundo? Assim, a Copa do Mundo é o maior evento esportivo do planeta, e é realizada a cada quatro anos. Milhões de espectadores ficam ligados nas partidas em que vários países disputam pelo título de melhor do mundo. O Brasil tem cinco títulos mundiais – pentacampeão! É para ter orgulho sim, nenhum país obteve tantos títulos! Nós, brasileiros, temos verdadeira paixão pelo futebol. Quase toda a criança tem uma bola de futebol em casa. E quando é ano de Copa, nove, em cada dez, colecionam álbum de figurinhas.
Nas escolas, na hora do recreio, é o maior comentário. E nos fins de semana, ao redor de bancas que vendem revistas e jornais, dá pra perceber como a movimentação aumenta. Lá estão as crianças, geralmente acompanhadas de pais, ansiosas por abrirem os pacotinhos. E descobrirem se são novas, ou seja, se vão preencher espaços em branco dos álbuns, ou se são as famigeradas “repetidas”.
A corrida para completar o álbum oficial da Copa 2018 transformou muitos lugares de nossa cidade em pontos de encontro para colecionadores trocarem cromos repetidos e, com isso, economizarem na árdua missão de achar todas as 682 figurinhas que compõem a publicação. Em Franca o ponto mais concorrido é o da banca da Praça do Cemitério da Saudade.
O Clubinho foi conferir de perto o que rola nesses locais de encontro de colecionadores e conversou com algumas crianças . No bate-papo, descobriu qual o principal drama enfrentado pelos colecionadores que desejam completar o álbum: as “figurinhas brilhantes”. Elas valem ouro!
Apesar de a Panini, editora responsável pela venda e distribuição do álbum e das figurinhas, ter garantido que todos os cromos são produzidos em quantidades iguais, está surgindo um tipo de controvérsia. Porque a realidade para os colecionadores se mostra diferente. Em 2018 não há jogador específico que esteja sendo tratado como raro, mas uma espécie de cromo: o brilhante. E das 682 figurinhas que formam o álbum, 50 são brilhantes – emblemas das seleções, troféu da Copa do Mundo, logotipo e mascote . Pois são justamente essas que têm representado o maior desafio para os colecionadores.
“Faltam 29 figurinhas para mim e a maior parte delas é brilhante; acredita?” perguntou à repórter o menino Luís Alfredo, 7 anos, cujo avô, de 62, que o acompanhava, diz ter fechado com maior facilidade os álbuns das Copas de 2010 e de 2014.
Matheus Henrique, 12,estava na praça com um objetivo: achar as figurinhas brilhantes de que necessita: “Estou precisando de 67 figurinhas, mas 27 delas são brilhantes. Espero ser sortudo e encontrar para troca ou que elas estejam dentro dos envelopes que vou comprar”
Pedro e Yuri, primos de 10 e 11 anos respectivamente, dizem que lhes faltam muitas, mas como também têm muitas repetidas, ficam procurando pela Praça do Cemitério quem se interessa pelas deles.
Nesses lugares de compra e troca de figurinhas, as perguntas que mais se ouvem são: “Quantas faltam pra você? Tem alguma brilhante? Está trocando? Deixa eu ver as que você têm?” Por ali surgem algumas vezes grandes amizades. Foi o que contou Luís Carlos, que acompanhava o sobrinho Theo, de nove anos: “Quando criança fiz amigos com quem convivo até hoje; eu os conheci na copa de 2002, trocando figurinhas.”
A corrida de todos os colecionadores é para completar o álbum antes do início da Copa da Rússia, marcado para o dia 14 de junho, uma quinta-feira. Faltam portanto apenas 18 dias! O negócio é correr. Especialmente atrás das “figurinhas brilhantes”.
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