Doria diz que prioridade será a geração de empregos


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O pré-candidato do PSDB a governador do Estado, João Doria, participou de evento do partido na Câmara Municipal de Franca
O pré-candidato do PSDB a governador do Estado, João Doria, participou de evento do partido na Câmara Municipal de Franca
Ao som do Tema da Vitória, música que embalava as conquistas do piloto Ayrton Senna nas manhãs de domingo, e segurando uma bandeira do Brasil, João Doria encerrou o discurso que fez na Câmara Municipal ontem. Durante 25 minutos, o pré-candidato do PSDB a governador do Estado falou de sua trajetória, defendeu o que classificou de “o novo PSDB” e fez promessas.
 
Doria chegou ao aeroporto de Franca às 9 horas. Estava acompanhado do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, dos deputados Cauê Macris, presidente da Assembleia Legislativa; e Marco Vinholi, líder do PSDB na Assembleia; e do ex-presidente dos Correios, Guilherme Campos. A comitiva foi recepcionada pelo prefeito Gilson de Souza (DEM).
 
Doria visitou a sede do Comércio e concedeu entrevista na rádio Difusora. Na sequência, seguiu para a Câmara, onde prefeitos, vereadores e apoiadores da região o aguardavam. Apesar do bom público, havia bem menos do que os 500 participantes que o PSDB havia projetado. Segundo os tucanos, reflexo da falta de combustível causada pela greve dos caminhoneiros. “João Doria, nós precisamos muito de você porque o momento do País não é para política de embromação. É para lideranças fortes e consistentes que levem o País à frente, que dê esperança ao povo, pois as coisas não estão funcionando como deveriam”, disse o ex-prefeito Sidnei Rocha.
 
Doria fez seu discurso no corredor que divide as cadeiras reservadas ao público. Fez referências positivas aos parlamentares presentes. “Este é o novo PSDB. É o PSDB que tem lado, que tem posição, que não tem medo de fazer os enfrentamentos”. Também se dirigiu às mulheres e às famílias. “Aprendi a respeitar muito as mulheres pela minha mãe que morreu aos 36 anos. Ela sofreu muito. Nunca contei isso: a verdadeira razão da morte da minha mãe não foi o problema pulmonar que ela teve. Foi o sofrimento pelo qual passou”. Ele contou que o pai foi exilado e que a mãe enfrentou dificuldades para criar os filhos. “Comecei a trabalhar com 13 anos. Durante a campanha para a Prefeitura de São Paulo, esta turma do PT, que eu tenho muita revolta com esta gente, dizia que eu era riquinho, coxinha...Eles não conheciam a minha vida, o meu passado. Trabalhei muito para construir um patrimônio honrado”, disse, lembrando que repassou para entidades os salários que recebeu durante os 15 meses em que administrou São Paulo. 
 
Doria afirmou que as pessoas não querem assistencialismo e, sim, oportunidades. “Quem entrega assistencialismo, como é o caso do PT, é porque não gosta de trabalhar. O ponto número um da nossa campanha será a geração de empregos. No caso de Franca, temos que valorizar e analisar com seriedade, do ponto de vista prático, o que fazer para preservar e ampliar a indústria calçadista. Também vamos incentivar as outras vocações. Não é visão assistencialista. É visão empresarial”.
 
Doria disse que aprendeu a ser municipalista com André Franco Montoro (governador de São Paulo na década de 80, além de senador e deputado federal) e que será defensor das prefeituras. “Darei todo o apoio às cidades. Se for eleito, na primeira semana vou criar a Secretaria do Interior para defender o interior do Estado, diminuir a burocracia e agilizar os processos”.
 
O pré-candidato encerrou dizendo que, em um ano e três meses de prefeito em São Paulo, ele e Bruno Covas  (seu vice) fizeram mais do que nos quatros anos da administração do PT com Fernando Haddad, que o antecedeu.  “Eficiência de gestão faz a diferença. É preciso de menos política e mais gestão, menos conversa e mais trabalho. Vamos acordar cedo e trabalhar. Esta, é a função de quem recebe o voto popular: vai trabalhar. Faça o oposto do Lula: vai trabalhar”.
 
‘Lula será candidato a síndico da cadeia’
Na entrevista à Difusora, Doria fez críticas à iniciativa do PT de querer lançar, neste domingo, a pré-candidatura de Lula à presidência da República.  Lula está preso desde  7 de abril na Polícia Federal de Curitiba, onde cumpre pena de 12 anos por corrupção e lavagem de dinheiro. “Não há nenhuma possibilidade do Lula disputar as eleições. É só na ilusão e na cabeça de petistas e de pessoas que se imaginam acima da lei e da ordem. Lula está preso e continuará preso. Lula roubou os brasileiros e já deveria ter sido preso há mais tempo”. E prosseguiu. “É na cadeia que o Lula vai ficar e, lá, não poderá ser candidato a nada, quando muito, a síndico da cadeia”.
 
O tucano também descartou a possibilidade de trocar a candidatura ao governo pela disputa à presidência da República
“Nosso plano ‘A’ para a presidência é o Alckmin. Vamos ajudá-lo a ganhar as eleições”, finalizou.

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