Indignação frente ao oportunismo


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POSTO SUBIU PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS E POPULAÇÃO NÃO DEIXOU BARATO
A cada dia que a greve dos caminhoneiros do Brasil avança, o desabastecimento nos postos de combustíveis e supermercados, especialmente, se agrava. Em Franca, a corrida de motoristas para encher os tanques de seus veículos na última quarta-feira acelerou a baixa no estoque dos postos. No dia seguinte, diversos estabelecimentos já registravam falta de combustíveis. Um desses - alheio ao valor da causa, que não é só dos transportadores, mas de toda a nação - agiu com oportunismo e elevou seus preços, aproveitando-se da histeria que tomou conta da população, pelo medo de ficar sem etanol ou gasolina em seus carros. 
 
A prática abusiva de elevar os valores cobrados sem motivo, apenas aproveitando-se da situação, afirma o Ministério Público do Consumidor, é crime. Mas antes mesmo de polícia, Procon, Promotoria ou Justiça agirem, a população reagiu. Nas redes sociais, bradaram contra o dito posto. Taxistas e mototaxistas, que aderiram ao protesto em apoio aos caminhoneiros, durante manifestação pelas ruas da cidade na tarde de ontem, promoveram um buzinaço no estabelecimento.
 
O movimento histórico remonta ao início de julho de 2017. Desde então, os preços da gasolina e do diesel estão sendo alterados, praticamente, de um dia para o outro. A estatal afirma que a ideia é repassar às refinarias as flutuações do câmbio, do petróleo e, com isso, permitir “maior aderência dos preços do mercado doméstico ao mercado internacional no curto prazo”, dando condições de competir “de maneira mais ágil e eficiente”. 
 
O resultado foi a disparada no preço do gás de cozinha, gasolina e óleo diesel. A situação, menos de um ano depois, chegou ao ponto de os caminhoneiros autônomos deflagrarem o movimento grevista. Começou na última segunda-feira e ontem alcançou todos os Estados da Federação.
 
Mesmo com a paralisação atingindo diretamente, a população - em sua grande maioria - demonstra simpatia ao movimento dos caminhoneiros. Em Franca, além dos postos, o entreposto da Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) já sente os efeitos da greve, com falta de produtos hortifrútis e consequente aumento nos preços cobrados. A situação mais grave parece se abater sobre a Empresa São José, concessionária do transporte público municipal, que reduziu o número de ônibus desde ontem para economizar combustível.
 
Apesar do prenúncio do caos, os brasileiros permanecem em apoio e incentivam o movimento. O que a população não aceita são pessoas inescrupulosas se aproveitarem da situação para lucrarem.

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