Há exatos 91 anos nascia o poeta Carlos de Assumpção. Veio com voz forte, ideias claras e um carisma gigantesco. Fazendo uso desses dons, luta pela causa negra, contra o racismo, desde a juventude. Aos 30 anos, recebeu o título de Personalidade Negra, conferido pela Associação Cultural do Negro, de São Paulo. A homenagem a esse poeta, que é membro da Academia Francana de Letras, se faz hoje na forma de um trecho de seu poema ‘Protesto’, com o qual, inclusive, ganhou o Concurso de Poesia Falada de Araraquara, em 82.
“Não pararei de gritar
Senhores
Eu fui enviado ao mundo
Para protestar...
Muitos dos meus ancestrais
Já mortos há muito tempo
Reúnem-se em minha casa
E nos pomos a conversar
Sobre coisas amargas
Sobre grilhões e correntes
Que no passado eram visíveis
Sobre grilhões e correntes
Que no presente são invisíveis
Invisíveis mas existentes”
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