Caminhoneiros deflagraram na manhã desta segunda-feira (21) uma paralisação nacional contra a política de reajuste do diesel. A manifestação é organizada pela Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros).
Os caminhoneiros têm bloqueado rodovias pelo país. A entidade representa caminhoneiros autônomos em São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco. Nesta manhã foi registrado paralisação de caminhões no trevo de Capetinga (MG).
Na cidade de São Paulo, pontos de manifestação afetam o trânsito nesta manhã. Os caminhoneiros bloquearam pistas da marginal Pinheiros, na zona sul, e da Avenida Jacu-Pêssego, na zona leste.
Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), o trânsito está acima da média na capital paulista. O protesto ganhou força por volta das 7h40, quando quatro caminhões, um em cada faixa, passou a andar lentamente pela marginal Pinheiros segurando o fluxo de veículos na pista expressa, no sentido Castelo Branco.
Ainda de acordo com a CET, não houve nenhum tumulto além da lentidão na marginal. Já por volta das 9h30, apenas um caminhão segurava o trânsito em uma faixa da direita na avenida Escola Politécnica, também na zona oeste.
A fila de veículos no local já passava de 1,5 km. A CET informou à reportagem que os manifestantes não repassaram o percurso do protesto.
REIVINDICAÇÕES
Os caminhoneiros reivindicam do governo federal mudanças na política de reajuste dos combustíveis da Petrobrás.
Eles querem redução da carga tributária sobre operações com óleo diesel a zero, referentes às alíquotas da contribuição de PIS/Pasep e Cofins. Pedem também isenção da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico).
Os caminhoneiros argumentam que os aumentos do preço do diesel nas refinarias e os impostos afetam o transporte de cargas.
A categoria abrange cerca de 600 mil dos 1 milhão de caminhoneiros autônomos do país.
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