A morte do aposentado Antônio da Costa Pinho, de 67 anos, no Jardim Palestina, em abril, foi esclarecida ontem pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais). O responsável é um adolescente de 17 anos, que confessou o homicídio. Por conta das leis do País e de não ser uma situação de flagrante, foi liberado e saiu pela porta da frente da delegacia.
Acompanhado de seu pai, o menor, que reside no mesmo bairro, disse que já conhecia a vítima, com quem estava usando drogas dias antes de seu corpo ser encontrado.
De acordo com o delegado Márcio Garcia Murari, que comandou as investigações, o adolescente disse que um desentendimento aconteceu em razão de ter sido convidado pela vítima a manter relações sexuais. Diante disso, ele desferiu socos e chutes e utilizou um fio para enforcar o idoso, que morreu asfixiado.
Além de confessar o homicídio, o adolescente admitiu que subtraiu o celular de Pinho. O aparelho foi localizado pelos policiais da DIG e apreendido com um receptador do Jardim Brasilândia, que responderá pelo crime.
Como não coube flagrante, o menor foi liberado e o inquérito será encaminhado para a Vara da Infância e Juventude. Ele deve responder por ato infracional semelhante a homicídio e furto do aparelho da vítima.
O crime
Antônio Pinho foi morto na casa onde morava, no Jardim Palestina, zona Leste de Franca. Seu corpo foi descoberto no último dia 4 de maio, após vizinhos sentirem forte odor vindo do imóvel e acionarem o Corpo de Bombeiros.
Assim que chegaram à residência, os bombeiros foram até um dos quartos, onde localizaram o aposentado. Seu corpo já estava em estado de decomposição. Suas mãos e pés foram amarrados por fios e havia peças de roupas tampando seu rosto. O corpo estava enrolado em um tapete.
Policiais civis apuraram que Pinho passou a morar sozinho na casa há um ano, após a morte da mulher, que teria sido causada por overdose. O aposentado, que também seria usuário de drogas, deixou uma filha e parentes em Santos (SP).
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.