Homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver. Esses serão os crimes pelos quais o trio acusado de matar a comerciante Núbia Ribeiro, 21, serão julgados. A pena pode ultrapassar os 30 anos para cada. Italo Vinicius Neves, Lauany Viodres do Prado e Leonardo Gonçalves Cantieri serão encaminhados ao Tribunal do Júri. Ou seja: vão a júri popular.
A decisão, assinada pelo juiz Paulo Sérgio Jorge Filho, foi protocolada ao processo no final da tarde de ontem, e obtida com exclusividade pelo Comércio. Nela, o juiz destaca que “há indícios suficientes apontando para a participação dos réus no gravíssimo crime de homicídio qualificado”.
Diante disso, Lauany e Leonardo devem ser julgados com as qualificadoras de meio cruel e emboscada, e Italo com meio cruel e motivo fútil. Paulo Sérgio também afirmou que os réus não poderão recorrer dessa decisão em liberdade, pois é necessário garantir a ordem pública da “comunidade chocada com tamanha crueldade do crime em questão”, escreveu.
O advogado de Leonardo, Rafael Sousa Barbosa, disse que deve preparar a defesa em plenário para que ele seja condenado apenas pelos atos praticados. Aparecida Auxiliadora da Silva, defensora de Italo, afirmou que ainda não havia tomado conhecimento da decisão. Já José Abdala, advogado de Lauany, foi procurado pela reportagem, mas não atendeu as ligações.
O caso
Núbia foi encontrada morta perto de Patrocínio Paulista, em setembro do ano passado. Ela apresentava uma facada no rosto, amassamento de crânio e seu corpo estava parcialmente queimado.
Desde o início das investigações, bem como na audiência, Italo alega que somente abandonou o carro de Núbia em uma rodovia e não teve qualquer participação no homicídio. Leonardo atribuiu a facada desferida a Lauany e a morte da vítima ao amigo. A jovem, por sua vez, afirma que foi o namorado quem matou a comerciante.
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