A facilidade que o governo tem em colocar obstáculos para a apresentação de projetos pacíficos conseguiu a proeza de irritar a base e a oposição nesta tarde.
O motivo da revolta foi o pedido de adiamento feito pelo líder do governo, Pastor Otávio (PTB), ao projeto de Adermis Marini (PSDB), que autoriza a Prefeitura a conceder credencial de estacionamento, reservado a portadores de deficiência, para instituições e associações assistenciais que prestam serviços a este público. "O Denatran não prevê esta possibilidade", alegou Pastor Otávio.
A justificativa não encontrou eco no plenário. "Não consigo entender como tem assessores no gabinete com a disposição de perder tanto tempo discutindo este tipo de projetos que não vão causar problemas", disse Corrêa Neves Júnior (PSD).
Marco Garcia (PPS) afirmou que o assessor legislativo do prefeito é "incompetente" e que age com o fígado. "O governo é contra o projeto só porque foi apresentado pelo Adermis. Não tem o que fazer e fica procurando pulga em cabeça de piolho".
Com a reação negativa do plenário, o líder do governo retirou o pedido de adiamento e o projeto foi colocado em votação, sendo aprovado por unanimidade.
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