Os cinco meses iniciais deste ano têm sido violentos no trânsito de Franca. Além dos acidentes com vítimas sofrendo ferimentos leves, os números de casos com morte não param de aumentar. Já foram 20 óbitos, sendo o maior índice da década na cidade.
Um levantamento feito pelo Comércio, com base nos boletins de ocorrência registrados e no InfoSiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo), que compõe o Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, do governo do Estado, traz um outro dado importante: dessas 20 mortes registradas de janeiro até o dia 12 de maio, onze aconteceram no período noturno, entre 18 e 6 horas. Seis delas foram de madrugada, entre meia-noite e 6 horas. “As avenidas e rodovias estão mais livres, então isso contribui para que o motorista aumente a velocidade. Além disso, aumenta-se o uso de álcool. Acho que isso tudo contribui para que o período noturno realmente registre mais mortes”, disse o tenente Régis Mendes, do pelotão de Trânsito da Polícia Militar.
As outras nove aconteceram pela manhã e à tarde, sendo sete entre 12 e 18 horas, e duas logo nas primeiras horas do dia. São os casos do jovem Brendon Rodrigues, de 20 anos, que atropelou um pedestre que surgiu em sua frente e bateu em um poste com sua moto no Distrito Industrial, em março; e do motorista Leonardo Gonçalves, 31, em um acidente entre caminhões na rodovia João Traficante.
Consta ainda, segundo a análise feita desses índices do trânsito, que, de todas essas mortes ocorridas até agora, mais da metade é composta por motociclistas. Foram 12 vítimas fatais. Outras quatro correspondem a atropelamentos e o restante envolve automóveis, sendo três carros e um caminhão.
85% homens
De acordo com o balanço feito pelo Comércio, das 20 vítimas em ruas e rodovias, 85% eram homens, sendo apenas três mulheres: Milena Águida, 31, que morreu após ter a moto atingida por um carro no bairro Santo Agostinho, em abril; Gabriele Marques de Oliveira, 22, morta em colisão entre a moto pilotada pelo namorado e um veículo na avenida Chico Júlio; e a mais recente, ocorrida na última quinta-feira: a morte da supervisora Sandra Miller dos Reis, 50. Ela foi atropelada por uma moto no Jardim Aeroporto III e morreu horas depois na Santa Casa.
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