Ser mãe é carregar a vida inteira um amor maior que o próprio coração. É estar em uma missão repleta de anseios e expectativas e sentir gratidão por tudo que se aprende e recebe da família, especialmente dos filhos. Imagine, então, sentir esse amor oito vezes.
É o caso da funcionária pública Silvana Aparecida dos Reis Marcelino Silva, de 46 anos. Ela foge do padrão que tem sido visto nos últimos anos, em que as mulheres estão sendo mães quando mais velhas e optando por gerar ou adotar menos vidas.
Silvana tem oito filhos: Luís Henrique, Leonardo, Guilherme, Eduardo, Fernando, Tiago, Daniel e Ana Beatriz. É uma das milhares de francanas que devem comemorar, neste domingo, o Dia das Mães, o escolhido entre os 365 dias do ano para homenageá-las. É através dela que o Comércio presta sua homenagem nesta data tão especial. Conheça sua história.
O início
Aos 23 anos, Silvana foi mãe pela primeira vez. Casada com o ajudante de obras Gildo Aparecido da Silva, 49, há 25 anos, a funcionária pública foi só sorrisos com a chegada do primogênito, Luís Henrique, que trabalha em um depósito de materiais para construção. “Decidi ser mãe assim que me casei, mas, a princípio, a nossa ideia era ter, no máximo, dois filhos”, contou.
Dois anos depois, o segundo chegou: Leonardo, de 21 anos, que cursa biomedicina em Uberaba. “Com os nascimentos, descobri que a maternidade era um dom. Queria ter uma família grande como a do meu marido, que é o caçula de dez filhos.”
No mesmo intervalo de tempo, Silvana recebeu a notícia de que estava grávida de Guilherme, hoje com 19 anos. O jovem, que trabalha em um depósito de gás, antecedeu o estudante Eduardo, de 17 anos. A mãe disse que, a cada nascimento, sentia o preconceito das pessoas ser escancarado. “Não foi um caminho fácil. Perguntavam se eu não tinha televisão em casa e, no trabalho, eu era conhecida como a ‘gravidinha’”, contou.
O quinto filho chegou três anos depois. Fernando, de 14 anos, Tiago, 11, e Daniel, 9, foram os próximos. E, para a servidora pública, conseguir conciliar o trabalho com a educação das crianças foi “uma benção” e era essa a vida que ela quis construir ao lado do marido.
A felicidade ficou completa quando nasceu a primeira menina em meio aos oito filhos. Ana Beatriz, de 5 anos, é a caçula desta grande família.
Mãe
“Por mais difícil que possa ser a maternidade é um dom que Deus deu para nós mulheres e Ele sabe do que somos capazes.” Foi dessa forma e atribuindo a uma força maior que Silvana definiu a missão de ser mãe de oito filhos.
E engana-se quem pensa que a funcionária pública permitiu que o “preconceito” abalasse suas decisões e cada gestação. “Hoje, posso dizer que tenho oito tesouros em casa. Com certeza, minhas escolhas foram acertadas.”
Para este dia tão especial, a mãe e os filhos já estão reunidos e nos preparativos. Para Silvana, a data é ainda mais especial que os dias comuns, já que é mais um momento para estar com toda sua “prole” reunida. “Eles fazem o almoço para mim e passamos o dia juntos. É maravilhoso. Esse é meu presente”, disse a supermãe.
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