Para muitas mães, são tantas as aflições que as fazem infelizes! Mas, para todas, o fato de receberem a missão da maternidade é algo a garantir-lhes prazerosa e sublimada realização existencial. No soneto Ser mãe, Coelho Neto expunge os pecados maternos, quando escreve: “Ser mãe é padecer num paraíso”, significando que a maternidade é mesmo uma verdadeira emoção paradisíaca mesclada de padecimentos.
Não que as “mães” sem filhos não possam sentir tal completude. Podem! Quantas crianças órfãs ou abandonadas podem felicitar-se, felicitando-as pelas vias da assistência voluntária, pela adoção, pela participação em atividades altruístas, educativas, artísticas, esportivas, culturais...
A doação maternal, seja qual for a sua natureza, proporciona muita felicidade à mulher. Um exemplo de impacto está na poética expressão contida na crônica de Tati Bernardi (Caderno Cotidiano - Folha, de 02/03/18) “...entrei filha e saí mãe”, em crônica que mostra a felicidade da autora, que vive a experiência do nascimento de sua primeira filha.
No esforço da Natureza de renovar a espécie, denota-se o grande ensinamento da vida: ora estamos na posição de filhos, ora na de pais. E vivenciando diferenciadas situações no conjunto familiar é que conseguimos entender a sublime finalidade da reencarnação como renovada oportunidade de exercermos o amor responsável.
Amamentar, acolher o filho no seio materno, eis a primeira experiência do inigualável sentimento maternal a projetar as realizações sublimes do espírito também no campo das relações formais. Parabéns a todas as mulheres!
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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