O Instituto de Economia da Acif (Associação do Comércio e da Indústria de Franca) realizou uma pesquisa que apontou quais são os maiores medos das mães francanas quando pensam no futuro de seus filhos. Para 54,5% das entrevistadas, o envolvimento de sua prole com o mundo das drogas é o que mais as assusta.
A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 28 de abril e ouviu mulheres em diversos pontos da cidade, como a praça central, o Terminal de ânibus do Centro e o Shopping do Calçado de Franca, além de bairros como o Leporace e Estação. A pesquisa foi feita com perguntas abertas e respostas espontânea (quando não são oferecidas múltiplas escolhas para as respostas).
Além das drogas, as mães também estão preocupadas com o fato de seus filhos se tornarem vítimas da violência (13,9%) ou não conseguirem uma colocação no mercado de trabalho (10,8%).
Joana D’Arc da Silva, de 56 anos, mãe de três filhos e moradora do Jardim Paulistano, concorda. “Não sei o que faria se um dos meus filhos se envolvesse com o mundo das drogas. Esse é o meu maior pesadelo. Por isso, vivo reforçando com eles os efeitos malignos que consumir drogas pode trazer.”
Para o doutor em sociologia e professor do Departamento de Educação, Ciências Sociais e Políticas Públicas da Unesp em Franca, Alexandre Marques Mendes, os três principais medos das mães francanas estão interligados. “Uma pessoa dependente da droga dificilmente será produtiva e possivelmente estará exposta à violência. É possível que a maior insegurança das mães seja, na verdade, a desestruturação de seus filhos.”
A pesquisa ainda foi além. E também quis saber o que pensam as mães atuais sobre felicidade e o papel do homem nas tarefas do lar. O levantamento apontou que a maioria das mulheres que têm filhos (55,2%) acredita que “uma pessoa só pode ser feliz se constituir uma família”. Elas também acham que cuidar das refeições em casa, sustentar a família e realizar as tarefas domésticas não são responsabilidade apenas das mulheres.
O presidente da Acif, Dorival Mourão Filho, disse que a grande contribuição desta pesquisa é ajudar os agentes econômicos a compreender melhor parte de seus consumidores, que, no caso, são as mulheres.
“Entender como nossa sociedade pensa e se comporta é de extrema importância do ponto de vista econômico. Do primeiro ao terceiro setor da economia, todos são pautados por esses fatores que chamamos ‘demanda’ e isso influencia o surgimento de novos produtos, serviços e formas de atendimento”, disse.
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