Os pais da pequena Isabelly Fernanda da Silva, de 1 ano e 3 meses, procuraram a Polícia Civil na última segunda-feira, 7. Eles acusam uma médica da Santa Casa de omitir socorro à filha, que deu entrada no hospital no último sábado, 5, e morreu horas depois.
À reportagem do Comércio, a sapateira Jéssica da Silva falou sobre as últimas horas ao lado da filha, que sofria de atresia de esôfago e, por isso, se alimentava por sonda. “Levei a Isabelly até o PS na noite de sábado porque a barriguinha dela estava muito inchada e ela chorava de dor. Já sabíamos o que poderia ser feito e que seria na Santa Casa, e logo a médica do pronto-socorro nos acompanhou até lá. Porém, colocaram minha filha na vaga zero e não deram nenhum respaldo. Ela sequer foi para a ala infantil e teve um atendimento. A médica plantonista não a examinou, nem olhou minha filha”, contou.
Ainda de acordo com Jéssica, apesar de todos os apelos feitos para que a médica atendesse Isabelly, a mulher não teria ido até onde a criança estava. A “saga” durou de meia-noite até 4 horas, quando a menina não resistiu e morreu. “Minha filha foi ficando com as mãos e pezinhos roxos. Estava gelada e, quando levaram-na para uma salinha para enfim atendê-la, já era tarde demais. Ela já estava morta”.
Jéssica e o marido, o sapateiro Danilo Rogério da Silva, procuraram a Polícia Civil, onde um boletim de ocorrência de homicídio culposo foi registrado. Eles disseram que também acionaram o Cremesp para cobrar atitudes diante da conduta da médica. “Ela não deu nenhuma atenção à nossa filha. Deixou ela morrer. Sei que nada trará ela de volta, mas essa médica precisa ser responsabilizada. Omitiu socorro e agora estamos sem nossa pequena”, disse o sapateiro.
A reportagem do Comércio procurou a Santa Casa na tarde desta terça-feira, 8. Porém, até o fechamento desta matéria, nenhuma resposta foi dada.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.