Comerciante morre e órgãos vão ajudar a salvar 4 vidas


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Equipe de profissionais do Incor veio buscar os órgãos do comerciante Walber Cardoso Guasti
Equipe de profissionais do Incor veio buscar os órgãos do comerciante Walber Cardoso Guasti
Uma equipe do Incor (Instituto do Coração) de São Paulo veio a Franca na manhã desta terça-feira para uma missão especial. Captar os órgãos de um homem com diagnóstico de morte encefálica na Santa Casa. Foram doados o coração, o fígado, dois rins e duas córneas. Um avião fretado pela Secretaria de Estado da Saúde foi empenhado para agilizar o transporte. Os órgãos vão poder salvar a vida, diretamente, de quatro pessoas.
 
O doador é o comerciante Walber Cardoso Guasti, 40, que morava no jardim Noêmia. Na tarde do dia 28 de abril, um sábado, ela passeava a cavalo em sua fazenda, na região de Cristais Paulista, quando sofreu uma queda e bateu a cabeça no solo.
 
A vítima foi socorrida e levada para a Santa Casa, porém não resistiu. Com a morte cerebral constatada, os familiares foram abordados pela equipe de captação de órgãos do hospital e concordou em fazer a doação. Os órgãos foram captados no final da manhã de hoje. “A intervenção do hospital junto à família e a compreensão da família em relação ao processo de morte encefálica, com a perspectiva de doação, vão fazer com que os órgãos possam salvar a vida de pessoas que estão no corredor da morte aguardando pelo transplante. Mesmo tendo a infelicidade deste falecimento em função do trágico acidente, a vida perpetua. A gente consegue reciclar a vida. Os órgãos desta vítima vão continuar vivos em outras pessoas”, disse o médico Ronaldo Honorato, cirurgião de transplantes do Incor.
 
O fígado será levado para um paciente de Sorocaba, enquanto o coração seguiu para São Paulo. “Posso dizer que os pacientes que vão receber os órgãos são verdadeiros heróis, primeiro, por chegarem até aqui vivos. Segundo, por passarem por esta longa espera. O receptor do coração está em caráter de prioridade, como paciente zero, ele é o primeiro da fila de espera do Estado há, pelo menos, quatro meses tamanha a escassez de órgãos que temos”, finalizou o médico. Doutor Ronaldo completou. “O recado é: por favor, doem seus órgãos. A gente espera que o amor seja multiplicado e que esta doação possa servir de alento”.

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