A revista Veja trouxe recentemente uma matéria abordando a questão do excesso de atividades, principalmente entre crianças e jovens. O resultado, algumas vezes, é o aumento de casos de depressão, e acreditem, até suicídio. Isso porque, entram na roda viva da competição desde muito cedo, deixando de curtir a infância e na sequência a juventude. Esse é um dos males dos tempos atuais, começando pelos pais, que se ocupam demais em correr atrás do dinheiro para dar conta do consumismo, dedicando por isso mesmo, muito menos tempo do que deveriam dedicar aos filhos. Estes são como que empurrados para cursos de um segundo idioma, dança, informática, entre outras atividades, quase não restando tempo para brincar, o que também já ficou prejudicado pela violência atual nas ruas, onde antes elas podiam correr livremente com os colegas. Hoje, o lazer se resume aos joguinhos eletrônicos e trocas de mensagens através do celular. Com uma alimentação pouco recomendável, à base de sanduíches e salgadinhos com refrigerantes, e muitas vezes sem praticar um esporte, as crianças acabam adquirindo um sobrepeso, que mais tarde fica difícil eliminar. Entre os adolescentes, meninos e meninas, cresce o número de deprimidos, muito mais agora, na era da internet, do que no passado. Pouco se conversa, em casa ou na rua, a não ser através das redes sociais. É preciso dialogar mais em casa, oferecer algumas atividades que possam tirá-los um pouco dos smartphones, e não exigir demasiadamente deles. Vamos seguir o que diz aquela campanha do City Bank, que alertava: “Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz!” Antes que ele perca a alegria de viver.
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