Skaf e Doria têm a mesma origem, mas um aposta na política e o outro na economia
O MDB paulista fez festa nesse sábado, no interior de São Paulo, para lançar a candidatura de Paulo Skaf a governador do Estado e de Marta (agora só o prenome, sem Suplicy) a uma vaga no Senado Federal. No encontro em Jaguariúna, Skaf disse que o PSDB em São Paulo já deu o que tinha que dar, mas não descartou uma aliança de seu partido com os tucanos na disputa do Palácio do Planalto. Ao falar sobre a disputa local, Skaf afirmou ser político, numa crítica direta ao seu principal adversário, de acordo com as pesquisas de intenção de voto, João Doria, justamente do PSDB e que se diz um “não-político”.
Doria e Skaf vêm do meio empresarial. O primeiro é reconhecido empresário de sucesso, que tentou fama no Brasil com seu Show Business, programa de televisão, mas que ganhou popularidade ao ser convidado para tapar o buraco deixado por Roberto Justus no reality show O Aprendiz. Daí, aventurou-se na política, como “não-político”. Deu certo o discurso. Foi eleito prefeito da maior cidade do País, logo na sua primeira disputa eleitoral, logo no primeiro turno. Skaf começou na política como presidente de sindicatos patronais. Depois, disputou a presidência do Ciesp e da Fiesp (Centro e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), em 2004. Candidato de oposição, venceu apenas na Fiesp. O Ciesp ficou com Cláudio Vaz. O comando foi dividido - feito inédito na história das duas entidades. O começo não foi fácil, mas os anos que se seguiram serviram para o emedista se firmar no comando da Fiesp e conquistar o Ciesp - Sesi e Senai vieram por consequência da primeira - e tentar passos maiores - pleiteará em 2018, pe
la terceira vez, o cargo de governador de São Paulo.
Desconsiderando-se méritos e desméritos de ambos, chegamos aos discursos. Doria, que repudia o título de político, concentra-se na política para se promover eleitoralmente. Os discursos raivosos contra o PT propagados em suas redes sociais não deixam dúvidas. Já Skaf mira na economia para se vender. A campanha do “pato” e agora a do “sapo”, patrocinadas pela Fiesp, partem do campo econômico para vender - ainda que indiretamente - o presidente da entidade. Também com a Federação das Indústrias, Skaf se infiltra no interior do Estado ao patrocinar o Franca Basquete, ao criar um time de vôlei feminino em Bauru e outro de basquete feminino em Araraquara - o vôlei masculino tem sua base em São Paulo e, inclusive, disputa o título nacional neste domingo. A estratégia de Skaf é alvo da Justiça Eleitoral, se legítima ou não, cabe ao TRE-SP decidir. Se as mais recentes pesquisas eleitorais estiverem corretas e se o cenário não mudar até o dia 7 de outubro, três semanas depois desta data, os paulistas irão às urnas, em segundo turno, para escolherem entre um “não-político” político e um “político” não-político o governador do Estado pelos próximos 4 anos.
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