Eterna transitoriedade


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No decurso do tempo como o entendemos, a sucessão da realidade é instantânea como instantânea é a água do rio, na qual, dizia Heráclito, de Éfeso, é impossível banhar-nos duas vezes, “Panta Rhei”. Tudo é passageiro. Está em trânsito. Nada dura para sempre, senão o espírito que nos constitui a essência, a que todos nos reduziremos, quando, pela pureza, formos desobrigados de reencarnar.
 
É do Espiritismo de Kardec que, ante à crença na transitoriedade das formas, que se contrapõe à eternidade e imutabilidade das leis da Natureza (leis divinas), é preciso que nos desapeguemos das coisas materiais, que não são de nossa propriedade, mas empréstimo da Divina Providência, a atender aos objetivos da reencarnação: amadurecimento espiritual. 
 
Para o cumprimento da finalidade da vida física, diante da sua importância como instrumento evolutivo, é preciso também que lhe dediquemos os cuidados indispensáveis: a consulta ao médico, o uso do medicamento adequado, a prática da vida saudável, o cultivo do otimismo, o laser em bases cristãs, o bom relacionamento com os semelhantes, a atividade religiosa que melhor atenda nossa busca a Deus. 
 
Tomadas as providências indispensáveis do ponto de vista da vida material, só nos resta confiar na Suprema Misericórdia, que nunca falha, dando-nos a certeza de que tudo se movimenta para cumprirmos o processo evolutivo, que nos estenderá, cada vez mais, a capacidade de cooperarmos com a Obra Divina, migrando-nos efetivamente da sombra para luz. É a confiança ativa, de acordo com o ensinamento do Mestre Jesus: “Faze a tua parte que o céu te ajudará.”
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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