Por um renovado Congresso Nacional


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CAMPANHA DEFENDE RENOVAÇÃO DE 95% DAS 513 CADEIRAS NA CÂMARA E DAS 81 NO SENADO
‘Que o Congresso Nacional que nascerá a partir das eleições de 2018 possa ser formado por homens e mulheres que exerçam verdadeiramente sua real e insubstituível função: a partir do povo, fiscalizar e legislar para o povo e pelo povo.” Este é o objetivo da campanha “Um Novo Congresso”, lançada por associações e grupos apartidários de todo o Brasil, que defende a renovação de 95% das 513 cadeiras na Câmara Federal e das 81 no Senado. A limpeza total só não é possível, porque um terço dos senadores ainda está no meio do mandato, que tem oito anos. 
 
O texto divulgado nos principais jornais do País lembra que nenhum dos parlamentares nos “foi enfiado goela abaixo”. “Gostemos ou não, o atual Congresso Nacional é resultado exclusivo das nossas próprias escolhas”, diz o texto. Aí - continua - está a beleza da democracia: podemos errar e, no caso do Brasil, tentar consertar o equívoco quatro anos depois, nas eleições. Pois esta nova oportunidade chegou. No dia 7 de outubro de 2018, poderemos varrer da história política nacional centenas e centenas de oportunistas que fizeram do mandato político poder para barganhar favorecimento particular, às custas da população brasileira que, em vez de um representante, elegeu seu próprio algoz. O passado e o presente de cada candidato estão a um clique de nós, em uma simples busca na internet. Desviando-nos das fake news, teremos plenas condições de escolher com segurança.
 
Assim como destaca a campanha “Um Novo Congresso”, a cada eleição geral, tendemos a focar nossas atenções nas disputas pelos cargos executivos. Mas, tão importantes quanto governadores de Estado e presidente da República, são nossos parlamentares, responsáveis pela fiscalização desses primeiros e pela fundamental missão de criar e reformar nossas leis. O que vimos nos últimos anos, porém, foram senadores e deputados se unindo a secretários de Estado, diretores de estatais, ministros, governadores e até presidentes da República para surrupiar a Nação. De fiscalizadores a surrupiadores. De legisladores a vendedores de facilidades. São inúmeras as denúncias de senadores e deputados que atuaram na aprovação de leis que beneficiariam diretamente grandes pagadores de propinas. Elegemos 594 cidadãos para defender nossos interesses no governo central. Mas o tempo e investigações da Polícia Federal e Ministério Público Federal nos mostraram que, na verdade, grande parte deles agiu no sentido inverso, contra nossos interesses.
 
Um Congresso comprometido com o Brasil, e não com os próprios interesses, é essencial para que nossa legislação seja clara, moderna, sem privilégios, realmente justa, capaz de garantir ao País uma segurança jurídica que atraia investimentos, inibindo a roubalheira de corruptos e garantindo o desenvolvimento econômico da Nação.

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