Acusado chora ao narrar como matou e esquartejou mulher


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Denny de Queiroz Pires, acusado de matar e esquartejar Ana Cláudia Abib, em 2016, chorou ao falar de como assassinou a vítima
Denny de Queiroz Pires, acusado de matar e esquartejar Ana Cláudia Abib, em 2016, chorou ao falar de como assassinou a vítima
O pintor desempregado Denny de Queiroz Pires, acusado de matar e esquartejar Ana Cláudia Abib, em 2016, chorou ao falar de como assassinou a vítima.
 
Além de afirmar que tinha um relacionamento conturbado com a desempregada, o assassino confesso disse que brigavam por drogas e que já havia batido em Ana Cláudia. “Já tinha dado uns empurrões e tapa na cara. Brigávamos por drogas”, disse.
 
Questionado sobre o crime mais uma vez, Denny indicou se recordar. Disse que o casal havia percebido que não daria mais certo, mas a vítima não conseguia se ‘desvincular’. “Ela tinha um pouco de sentimento por mim, mas eu passei a ignorá-la e cortei tudo que podia proporcionar à ela, inclusive comida e drogas. Quis terminar o relacionamento”, explicou.
 
Depois, o desempregado alegou, mais uma vez, ter sido ‘atacado’ com deboche e sarcasmo por Ana Cláudia, fato que teria motivado o assassinato. Ele contou que, no dia 17 de novembro de 2016, viu Ana Cláudia sair acompanhada de um motel no Jardim Guanabara e ir onde ele estava com outros usuários. “Ela sentou perto de mim e começou a me provocar. Foi quando peguei tudo que era meu e sai de perto. Entrei na casa do crime e ela veio atrás, se declarando e dizendo que queria voltar. Falei para não chegar perto de mim, mas insistiu”.
 
Ainda de acordo com o réu, ela entrou na casa e ficou ao seu lado. “Comeu um lanche que eu tinha lá e me pediu drogas. Depois, começou a falar um monte de coisas e aquilo entrou no meu ouvido. Foi quando segurei o que tinha na mão e acertei ela. Não deu tempo de fazer nada. Tinha muito sangue. Fiquei olhando.” 
 
Além de alegar que ficou em estado de choque, Denny disse que não queria matar Ana Cláudia, “apenas bater nela”. Perguntado sobre o esquartejamento, ele contou mais uma vez como concretizou o crime. Afirmou não saber o que poderia fazer e que havia pensado em fugir, mas sabia que poderia ter problemas por estar em uma ‘quebrada’, já que a casa onde aconteceu o crime, no Jardim Guanabara, era ponto de uso de drogas e práticas ilícitas. “Usei muito mais crack e apaguei. Quando acordei, vi que já era dia e passou pela minha cabeça o que poderia fazer. Eu já sabia como poderia executar, pois meu pai trabalhava em funerárias e eu acompanhava. Já acompanhei muita coisa relacionada a cadáver e assim tive essa ideia de esquartejar, diminuindo o tamanho do corpo para transportá-la. E foi assim que fiz. Para isso, paguei uma corrida de táxi e falei para a pessoa que era uma cadela morta que havia dado cria.”
 
 

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