Ex e irmã de Denny afirmam que esquartejador se perdeu nas drogas


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Ex-mulher de Denny de Queiroz Pires
Ex-mulher de Denny de Queiroz Pires
A ex-mulher de Denny de Queiroz Pires, 37, acusado de matar e esquartejar Ana Cláudia Abib, 40, foi a segunda pessoa a ser ouvida no Salão do Júri. Definindo o acusado como uma pessoa extrovertida, animada e calma, a testemunha falou por cerca de 10 minutos.
 
Após um tempo morando juntos, já com uma filha, teria começado o envolvimento com as drogas, razão pela qual ‘se perdeu’. “Qualquer tipo de ajuda não dava certo. Precisava de internação, e ele foi para a Narev. Saiu, passou um tempo e, depois, voltou a usar. Ele saia de casa para usar e passava os finais de semana fora. Dizia que não queria ser visto daquele jeito. Foi por isso que aconteceu o término do nosso relacionamento”, disse.
 
Após a ex, foi a vez da irmã de Denny prestar depoimento. Disse que soube do relacionamento do acusado com a vítima, Ana Cláudia Abib, só depois, e que ambos eram usuários de drogas. A pedido de um dos defensores do Denny, ela também falou sobre a prisão do irmão, dias após o esquartejamento, ocorrido em 2016. “Tudo que pude fazer por ele, fiz. Fui atrás dele muitas vezes, chorava e pedia para sair disso. Foi surreal tudo que vivemos. Meus pais não imaginavam um absurdo daqueles. Percebi que já não era mais meu irmão. Não acreditei que ele poderia fazer aquilo. Pensei que tinha ficado louco.”
 
A irmã de Denny contou ainda que, ao ouvir do irmão o que havia feito com Ana Cláudia, ficou duas noites sem dormir. “Como eu poderia chegar no meu pai e contar o que ele tinha feito? Eu não podia deixá-lo seguir com a vida. Pensei que ele deveria pagar na justiça dos homens. Sei que na, justiça divina, meu irmão não estaria aqui, já teria morrido. E sei que ele só fez isso pelo crack. Por isso denunciei.”

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