Julgamento de esquartejador começa no Salão do Júri


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 Denny de Queiroz Pires, 37, já está no Fórum de Franca
Denny de Queiroz Pires, 37, já está no Fórum de Franca
O pintor desempregado Denny de Queiroz Pires, 37, já está no Fórum de Franca. Ele será julgado pelo assassinato e esquartejamento da desempregada Ana Cláudia Abib, 40, em 2016. Na ocasião, ele cortou o pescoço da vítima com um bisturi e, utilizando um machado, esquartejou o corpo da vítima, que era sua namorada. 
 
Trajando roupas comuns e cabisbaixo, Denny está sentado no lugar do réu à espera de uma sentença ou absolvição. A primeira pessoa a prestar depoimento foi sua mãe, que falou do vício do filho. “Mesmo com o vício, ele trabalhava. Usava esse dinheiro para comprar drogas. Busquei ajuda. Em 2012, o próprio Denny pediu para ser internado e pediu ajuda. Ficou na Narev e depois voltou a trabalhar. Entrou na igreja e, durante esse tempo, ficou sem drogas”, disse.
 
Porém, ainda segundo a mãe, não demorou para retornar ao vício. Ela atribuiu essa volta de Denny a um coordenador da Narev que teve uma recaída. “Eu não sabia. Ele chamava meu filho para sair e quando percebi, era tarde demais. Minha outra filha até ajudou, arrumando emprego na fábrica do marido, de pães caseiros, mas não deu certo. Ele chegava drogado. Depois, ficou 20 dias em outra clínica, mas não adiantou.”
 
De acordo com a mãe, foram diversas idas e vindas de reabilitações, até o período em que morou nas ruas de São Joaquim da Barra. Quando retornou para Franca - voltando às drogas mais que nunca -, Denny conheceu Ana Cláudia. “Eu sabia que ela era usuária e às vezes ela ia em minha casa para procurar o Denny. Ele até quis levá-la para morar conosco, o pai aceitou mas eu não quis. Não estávamos dando conta nem dele, que ameaçou sair de casa se eu não aceitasse. Falei que, nessas condições, não daria certo. O Denny, então, foi embora levando poucas roupas e fotos da filha. Mas sempre ia em nossa casa”.
 
Sobre a personalidade do acusado de homicídio, a mãe afirmou que ele sempre foi muito amado, honesto e trabalhador antes das drogas.

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