Chegamos ao 1º de maio de 2018. Por mais um ano, comemoraremos o Dia de Trabalho enterrados na crise econômica que extirpou milhões e milhões de postos e jogou a mesma quantidade brasileiros ao submundo do desemprego por todas as regiões do país. Cidadãos que lutam diariamente para reconquistar uma vaga e, consequentemente, a dignidade. Desde o início da maior crise econômica já vivida pelo Brasil, em 2014, sequer um dos postos de trabalho fechados foi recuperado, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas).
No final da última semana, o IBGE divulgou pesquisa mostrando que nos últimos quatro anos o Brasil fechou 1 milhão de vagas de emprego com carteira assinada por ano. São 4 milhões de brasileiros que ou ficaram sem trabalhar ou se viraram no mercado informal. O número de trabalhadores registrados em março deste ano era de 32,9 milhões, o mais baixo desde quando teve início a pesquisa, em 2012. O primeiro trimestre de 2018 fechou com o desemprego no Brasil a 13,1%. A taxa subiu 1,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, que registrou 11,8% de desempregados. O País encerrou o mês de março com 13,7 milhões de seus cidadãos à procura de emprego.
Neste cenário que não evolui, a reforma trabalhista aprovada no final do ano passado tem de mostrar a que veio. Anunciada com a salvação para o mercado de trabalho e propulsora na geração de novas vagas, não surtiu efeito algum até o momento. De novembro até este 1º de maio, o que o País assistiu foi à permanência da crise, que insiste em assombrar milhares e milhares de lares Brasil afora. Paralelamente ao drama dos desempregados, há a luta diária dos trabalhadores que conseguiram manter seus cargos às custas de diminuição salarial ou de condições de trabalho.
O Brasil precisa urgentemente retomar as condições que impulsionem a economia, para que novos investimentos aconteçam e os cidadãos reconquistem seu trabalho, seus direitos, seu poder de compra.
Num país em que a mão do Estado está em praticamente tudo, atrapalhando, em vez de auxiliar seu povo como deveria, é chegada a hora de nossos governantes olharem para o setor produtivo como gerador de riqueza para a Nação - e não distribuidor de propinas. Perdemos o bonde do desenvolvimento e estamos sofrendo para recuperá-lo. Sem políticos honestos e comprometidos com a retomada do crescimento, não teremos motivos pelos próximos anos - como neste - para comemorar do Dia do Trabalho.
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