O feriado de 1º de maio passaráquase sem homenagem ao trabalhador em Franca. Enfrentando dificuldades financeiras, os sindicatos não vão realizar eventos hoje. A exceção serão os servidores públicos, que terão um dia cheio de atrações, mas por conta da associação.
Os sapateiros formam a maior categoria profissional de Franca; cerca de 25 mil trabalhadores. O Sindicato da classe passou a enfrentar crise financeira após disputas internas entre sindicalistas dissidentes que brigaram por anos na Justiça pelo direito de representar a categoria. “Infelizmente, não temos condições de promover eventos para homenagear os trabalhadores. Nossa receita caiu muito”, disse o presidente, Sebastião Ronaldo.
Não bastasse a crise particular dos sapateiros, a principal fonte de receita de todos os sindicatos começou a secar no ano passado. A reforma trabalhista, que entrou em vigor em novembro, acabou com a obrigatoriedade do pagamento da contribuição sindical. O valor equivalente a um dia de trabalho, pago uma vez por ano, agora só pode ser descontado com autorização do trabalhador. “A situação ficou muito difícil. Era o nosso sindicato que puxava os eventos das outras categorias. Como não temos condições, acho que nenhum sindicato vai fazer nada amanhã (hoje)”, completou Ronaldo.
“O fim da contribuição sindical nos afeta, mas não foi por isto que não fizemos nada. Quase toda a nossa categoria emendou o feriado e público seria pequeno. Vamos fazer um torneio de futebol ainda este mês”, disse Hélder Souza, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, que reúne cerca de dois mil trabalhadores.
Servidores
A Associação dos Servidores Públicos do Município abre seu clube para a festa dos 4,7 mil funcionários e convidados. “Teremos futebol, vôlei de praia, hidroginástica e zumba. Não precisa ser sócio para participar”, disse Fátima Carvalho, presidente da associação.
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